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Opinião

Terabytes a servi�o do turismo

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A constante incorporação de novas tecnologias nos diversos setores da economia impõe a gestores públicos, mercado e cidadãos o desafio de focar na inovação. Observamos um processo acelerado de passagem da cultura da posse para a cultura do acesso. O consumidor está muito mais interessado em ver vídeos, ouvir músicas e absorver informações compartilhadas que comprar CDs ou DVDs. A interatividade virou palavra de ordem e os cidadãos passaram a ter voz no processo de divulgação de produtos, marcas e serviços. Tornaram-se auditores e selos de qualidade do mercado. No turismo, o impacto das novas tecnologias é mais marcante. Seja do ponto de vista do consumidor, seja pelo viés da iniciativa privada ou pela ótica do gestor público, é impossível imaginar destinos, roteiros ou produtos turísticos de sucesso que não tenham um olhar atento para o ambiente digital. A era do acesso tende a fortalecer a demanda por viagens na medida em que potencializa os desejos e possibilita que as pessoas degustem antecipadamente as experiências a serem vivenciadas. A geração digital está acostumada com informações em tempo real, sem edições ou cortes. Imagens, vídeos e depoimentos que ajudam a alimentar o ciclo virtuoso do turismo, do sonho ao pós-viagem. São instrumentos poderosos na construção da reputação de um destino, no planejamento da viagem, na experiência turística e no pós-venda, momento em que o próprio viajante estimula potenciais clientes e, consequentemente, alimenta o ciclo. Apenas no mercado doméstico, somos 62 milhões viajando pelo país. Levando em consideração a população brasileira (202 milhões de pessoas) e os indicadores econômicos registrados nos últimos anos, temos 80 milhões de consumidores em potencial no mercado turístico nacional. Pessoas que têm um recurso limitado e devem escolher entre trocar de geladeira ou viver uma experiência turística que gera conhecimento e ficará guardada para sempre na memória. O fiel da balança da tomada de decisões pode estar justamente no uso correto do arsenal digital a disposição de gestores públicos e iniciativa privada. Não há mais espaço para amadorismo. Na guerra por esse cliente em potencial, aqueles que quiserem ter sucesso não podem abrir mão de usar a computação cognitiva, dispositivos de realidade virtual, inteligência artificial e todas as armas que o mundo da inovação oferece. O efeito multiplicador desse ser hiperconectado multitelas é inacreditável para o bem ou para o mau. Por tanto, não basta fisgá-lo, mas é preciso entregar mais que ele espera , de maneira a estimulá-lo a ocupar a nuvem com conteúdo favorável aos destinos e, consequentemente, ao mercado turístico.

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