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VIT�RIA P�RRICA

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Bastaram apenas alguns meses de campanha oposicionista organizada, com um líder encabeçando-a, para que os contendores das últimas eleições transformassem-se em uma vitoriosa perdedora e em um perdedor vitorioso. A oposição, após a conquista do primeiro mandato do PT, deixou que aquele partido, em nome de um projeto de poder, desconstruísse não só a sua história, como também a história do nosso País. Tudo nesta terra tupiniquim teve início pós o lulopetismo. Denegriram a imagem de um estadista como Fernando Henrique Cardoso e as conquistas de seus governos. Conquistas estas que deram sustentação para a continuidade do equilíbrio financeiro desta Nação até que, colocando os pés pelas mãos, produzissem esse monstrengo que é nossa economia na atualidade. A pífia vitória conseguida nessas eleições, analisando os números computados, vem traduzindo a grande insatisfação da maioria absoluta dos brasileiros. Além dos 51 milhões de votos dados ao candidato oposicionista, outros quase 40 milhões abstiveram-se, votaram em branco ou nulo. Ou seja, perto de 90 milhões de compatriotas não aprovam o governo de Dilma Rousseff. E, a cada eleição que passa, esse número de insatisfeitos com o petismo, aumenta. Acordaram as oposições que nunca tiveram tanta munição para um combate como nos últimos tempos, mas que não as vinham utilizando. Todo um manancial de corrupção ao longo dos anos findos; quando se pensava fosse o Mensalão o maior escândalo do governo petista, eis que surge a ?privatização? da nossa maior empresa; a Petrobras, com o Petrolão. Ao contrário, Aécio Neves, diferentemente de Lula e Dilma, não baixou o nível do debate. Disso encarregaram-se as redes sociais. Mas acordaram também os que até então estavam enrustidos. Caiu a máscara do petismo. Sentindo a derrota, no Congresso, de suas pretensões de criar os ?conselhos populares?, partiram para a ofensiva na última reunião do partido. Passam o sentimento de que, pelo andar da carruagem, não podem mais esperar. A cada eleição que passa, estão perdendo mais terreno, ao contrário de suas expectativas. E o candidato perdedor, embora vitorioso pelas manifestações de apoio e apreço que recebeu e vem recebendo, demonstra não arredar pé da nova linha oposicionista que deverá implementar. A grande verdade é que, assim como Pirro, vem perdendo quem venceu.

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