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Opinião

Nosso caos de cada dia no tr�nsito de Macei�

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Banalizou de vez o descontrole do trânsito urbano na capital alagoana. Estaciona-se onde bem quer, veículos pesados trafegam a qualquer hora do dia pelas vias que se queira, e o desrespeito às faixas de pedestres só é notado quando sobrevêm acidentes de gravidade. Nesse mar revolto, parece que apenas as faixas para coletivos conseguem ditar alguma ordem no caos. Uma dos vícios mais prejudiciais ao tráfego, a anarquia do livre-estacionar só faz ampliar o desvio de função das ruas, cada dia mais utilizadas como estacionamentos privados em detrimento do trânsito público. Esse vezo, o do estacionar onde bem se entenda, mina especialmente os projetos mais inteligentes implementados pelos técnicos municipais. Parece que cada modificação destinada a facilitar o fluxo de veículos é automaticamente acompanhada pela redução real das pistas de rolamento através da ?institucionalização? de estacionamentos que assaltam áreas preciosas. O caso clássico da utilização irresponsável de faixas de tráfego como estacionamento é a nevrálgica Rua do Sol, no Centro, rua onde cabem, facilmente três veículos, lado a lado, em movimento ? mas que, na prática, é asfixiada por filas de veículos candidamente parados às faixas da esquerda e da direita (mais esta que aquela), restando uma única faixa para a real movimentação na artéria. O leito das pistas que margeiam o Riacho Salgadinho é outro exemplo de sacrifício de artérias importantes para o trânsito pelo uso indevido das mesmas como estacionamento gratuito. O mesmo pode ser notado nas ruas que alimentam o acesso a Ladeira Geraldo Melo. Nas áreas mais badaladas qualquer um pode estacionar, a qualquer hora, para lanchar, almoçar ou jantar no restaurante de sua preferência, mesmo que o trânsito fique indigesto nesse espaço de tempo. Por conta própria, o chamado ?transporte alternativo? escolhe e toma posse de trechos de ruas para transformá-las em ?pontos?, verdadeiras ?rodoviárias? que brotam, sem qualquer controle, nos logradouros de Maceió. Nessa balburdia toda não se vê os (saudosos) ?guardas de trânsito?. Verdade é que vez em quando, esses personagens dão o ar de sua graça. Em dias incertos surgem até na avenida Fernandes Lima, por exemplo, estacionam sobre o canteiro central e ficam contemplando o movimento (os engarrafamentos, na maioria do tempo)... depois voltam a desaparecer. E o trânsito em Maceió vai seguindo seu anárquico curso.

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