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Opinião

Abuso de autoridade e desservi�o � cidadania

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Sem dúvida que a preocupação para com o Meio Ambiente é uma questão de princípios e a vigilância sobre o bem cuidar da Natureza não pode ser afrouxada. A cada dia as autoridades são mais chamadas ao cumprimento, à risca, de suas obrigações. Porém, às vezes, o limite entre a firmeza e o abuso de autoridade parece ser algo de fácil transposição. Este foi o caso dos incidentes envolvendo os promotores do 11º Desafio Internacional de Ciclismo da Cidade de Arapiraca e representantes dos poderes públicos. Em primeiro lugar cabe destacar que uma promoção esportiva que se mantém viva e em permanente ampliação por mais de um década é algo além de um ?evento?. Trata-se de uma iniciativa consolidada, dotada de raízes e representatividade junto à comunidade local e ? o mais importante ? prestigiada e reconhecida muito além de seus limites eventuais, sendo reconhecida além dos limites estaduais e até das fronteiras nacionais. Isto não é coisa de somenos importância, é um atributo cidadão que merece ser considerado. Ao longo desses 11 anos de atividades, vários procedimentos foram se consolidando e ganhando dimensão de regras perenes. Que podem e devem ser modificadas, ajustadas a conceitos e práticas mais avançadas, é lógico. Mas esses hábitos solidificados não podem ser mudados de chofre, como num passe de mágica. Este é o caso do recolhimento posterior do material descartado pelos ciclistas ao longo do trajeto. O método usado até então pelos organizadores do Desafio Internacional é o recolhimento dos produtos descartados depois do encerramento da prova. A mudança nesse procedimento, uma vez decidida pelas autoridades competentes, só poderá ser realizada com sucesso se for estabelecida uma parceria proativa, com metas e prazos combinados com alguma antecedência. Não parece ter sido esse o entendimento por parte do IMA e da promotoria. E o resultado foi um constrangimento absolutamente desnecessário e ofensivo contra os promotores do circuito. Entidade dedicada ao esporte e à cidadania, a Associação Arapiraquense de Ciclismo viu-se atirada a situação vexatória, impedida de realizar a limpeza conforme praticado anteriormente; e pior, com seu representante, Egberto Pedro, tratado como criminoso. Um lamentável abuso e um desserviço contra o Agreste, e contra Alagoas.

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