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Cenas dantescas da inseguran�a p�blica

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Há poucos dias, malgrado o clima de banalidade da violência urbana em Alagoas, uma notícia causou justo impacto: uma escola foi temporariamente fechada por conta de ameaças feitas por um aluno contra a diretora do estabelecimento. O aluno denunciado já teria aprontado várias contra educadores e demais funcionários da Escola Municipal Marizete Correia, instituição de ensino localizada no bairro da Serraria. Segundo a diretora da unidade, o número de boletins de ocorrência, denunciando atos de violência naquela escola, já passam de 20. Sem solução à vista e constatando, na própria pele, a escalada dos atos violentos, os educadores decidiram interromper as aulas e fecharam as portas. No caso do incidente que determinou esta atitude de protesto da direção da escola, a própria diretora foi ameaçada pelo jovem infrator, que já coleciona denúncias como assalto e agressão física cometidos (com a ajuda de mais quatro comparsas) contra uma das funcionárias. O mais chocante é que o garoto acusado por tantos atos de banditismo tem apenas 13 anos. Causa espécie também o fato de que, indefesa, a escola tenha que fechar as portas. Mesmo que provisoriamente, a ?solução? adotada confirma a falência do sistema alagoano de segurança pública, incapaz de garantir as condições mínimas de funcionamento de uma instituição de ensino básico frente à força (incontestável?) de um delinquente de apenas 13 anos de idade. O resultado mais constrangedor, além da incapacidade do Estado em acolher e tentar recuperar os jovens infratores, é que a impunidade generalizada se irradia e interrompe a prestação de um serviço da maior importância para a cidadania e para o futuro da sociedade alagoana ? a educação. As portas fechadas da Escola Municipal Marizete Correia compõem um quadro desolador, diríamos mesmo aterrador, sobre a impotência dos poderes constituídos ? se não em resolver o problema da insegurança pública em Alagoas ?, em, pelo menos dar respostas satisfatórias nem que seja a nível de paliativos. Assustados, oprimidos, resta aos educadores bater em retirada, pedir transferência para preservarem sua integridade física, quiçá a vida. Uma cena intolerável, mas que, desgraçadamente, parece se enraizar na sociedade alagoana.

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