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Opinião

Um confronto vital para a sociedade civil

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A morte, resultado de confronto armado com a polícia, de cinco suspeitos de pertencerem a uma quadrilha especializadas em assaltos a residências, causou reações de todos os tipos. Houve quem saudasse o resultado como uma reação necessária em defesa da sociedade e em defesa das próprias vidas dos policiais, mas ouviram-se vozes a questionar se o fato não seria uma demonstração de uso de força excessiva pelos agentes policiais. Infelizmente, quando tomba um policial frente à violência dos bandidos, essas vozes não se fazem ouvir, e quando se expressam, lamentam de forma quase inaudível. São tantos os policiais trucidados que a morte de mais um parece ser coisa banal, tipo acidente de trabalho. De fato, o trabalho na polícia é extremamente arriscado, pois quem ousa se dedicar a essa atividade enfrenta, além dos riscos que todo cidadão está enfrentando, o ódio dos criminosos. Mas ser fuzilado, fora do horário de serviço, apenas pelo fato de ter sido identificado como policial, não pode ser considerado acidente de trabalho. Isto é a prova da falência do atual modelo de segurança pública, incapaz de defender o cidadão e, principalmente, garantir a integridade do agente da lei. A reação é indispensável. Não com a execução sumária de suspeitos, e, no caso do assassinato do cabo Edvaldo Teotônio Gomes, os acusados pelo homicídio foram devidamente identificados, detidos e entregues sem danos à saúde para os órgãos competentes. Este é o procedimento correto. Da mesma forma é procedimento correto responder com fogo ao poder de fogo de suspeitos flagrados em meio a alguma ação criminosa, ou que, por qualquer motivo tenham decidido enfrentar a polícia à bala. Nessa situação, o dever do agente público é evitar a própria morte e ferimentos pessoas inocentes. Para a hipótese desse tipo de combate o policial precisa estar bem treinado e bem armado. Sua missão é vencer o combate. A sociedade, a mídia, e os poderes constituídos, precisam ser solidários aos policiais em seus enfrentamentos contra bandidos armados. A polícia precisa vencer esse confronto, é algo absolutamente indispensável para restringir a desenvoltura que tem marcado o crime organizado em Alagoas e no Brasil. Reagir à altura, além de ser uma obrigação do policial, é um ato de cidadania.

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