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Nos dias seguintes, qual o planejamento?

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Passado o Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado ontem, o que se terá planejado para o aproveitamento mais consequente, produtivo, do acervo alagoano contido na Serra da Barriga? Esperar-se-á o próximo 20 de novembro, ajuntando-se alguns cobres ao erário local pelas graças dos repasses federais e, mais uma vez, será montada a famosa programação de um único dia? Ora, o patrimônio histórico, étnico e cultural enraizado na área onde floresceu o centro do Quilombo dos Palmares mercê muito mais. E muito mais ainda, se corretamente tratado, aquele perímetro ancestral poderá ajudar a Alagoas em termos políticos, culturais, educacionais e turísticos. No campo político, os sítios históricos espalhados nas serra da Barriga e Dois Irmãos devem voltar a atrair lideranças nacionais e internacionais, pois são polos perenes de atração para autoridades do resto do Brasil e do mundo, especialmente dos povos africanos e das nações que têm laços com a África negra, como, por exemplo, os Estados Unidos. Culturalmente falando é uma estupidez deixar que o interesse pela lembrança do Quilombo dos Palmares seja concentrada em um único dia, ou mesmo numa semana. Isto é muito acanhamento frente ao gigantismo do potencial enraizado numa área física bem maior que a (já grande) Serra da Barriga e seus arredores, pois, no mínimo a Serra Dois Irmãos, local da morte de Zumbi, precisa ser incluída no perímetro de interesse nacional. Educacionalmente, mais que a todos as outras unidades federadas, cabe ao Estado de Alagoas se empenhar na inserção do estudo do Quilombo dos Palmares, assim como de outros acontecimentos que têm o território alagoano como cenário, no currículo escolar. Isto precisa se feito de forma intensiva, decidida, de forma a conscientizar gerações a fio. Finalmente, a mina preciosa turística encrustada nas serras da Barriga e Dois Irmãos continua pobremente explorada, com parcos trabalhos concentrados num único dia, 20 de novembro. Esta atitude redutora, amesquinha economicamente a potencialidade óbvia desse grande tesouro histórico. Afinal, até quando Alagoas continuará menosprezando seus tesouros históricos, culturais e turísticos?

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