Opinião
POL�CIA MILITAR, GUARDI� DA SOCIEDADE
Não aplaudimos ceifar vidas humanas. Cabe unicamente ao Deus que professamos criar e exterminar a obra arquitetada por Ele. Condenamos a pena de morte por entender ser uma solução extrema que não equaciona as causas do crime. Deverão ser aplicados novos métodos existentes na criminologia, empregando os meios psicológicos e sociais. A teoria lombrosiana, cuja tendência fundamentava-se à época nos caracteres físicos da criatura humana fora contestada e substituída por novas teorias, principalmente no campo da psiquiatria criminal. Nos tempos modernos, o contumaz criminoso é tratado como paciente, considerando o alto grau de periculosidade, cuja patologia é vista como curável. Temos observado a preocupação e as ações constantes da Secretaria da Defesa Social. Não devemos esquecer a preocupação da Justiça e do Ministério Público no campo da improbidade administrativa, mas, ressaltar outrossim, no combate à criminalidade resultante dos delitos de toda natureza. É missão árdua, porém, executada com destemor e com respeito às leis que norteiam a cidadania, sobretudo a vida do ser humano. Merecem destaques especiais as ações preventivas e repressivas desencadeadas através da Policia Militar, amenizando as atividades criminosas em Alagoas, mesmo com sacrifício dos abnegados profissionais que colocam em holocausto suas próprias vidas, na manutenção da ordem pública e do bem-estar da população. É oportuno lembrar que o militar ou policial civil, ao ser morto no cumprimento do dever, tem pouca repercussão, ou quase nenhuma, no meio da nossa sociedade. É algo acontecido e logo esquecido. Os veículos de comunicação da imprensa local tornaram públicos os desfechos ocorridos na Operação Guaxuma, em nossa capital, que resultou nos óbitos de cinco indivíduos, cuja ação fora desencadeada pela Polícia Militar. O que aconteceu foi um confronto das forças legais com aqueles que estavam fora da lei, resultando na figura prevista no artigo 23, inciso III do Código Penal, conhecida por excludente. Logicamente, as polícias militares não foram criadas para matar e, sim, para garantirem a ordem e a paz de todos os brasileiros. Necessário que toda sociedade alagoana de mãos dadas se junte à Justiça, MP e SEDS no combate incessante aos delituosos, cujos passos tentam ultrapassar as normas jurídicas preconizadas na força do Direito e jamais perderem para o direito da força.