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CONHECER O TURISTA PARA ATEND�-LO BEM

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Você sabe de onde vêm os turistas que visitam sua cidade? Quanto ganham e como gastam no seu destino? Por que preferiram a sua cidade a tantas outras no país? Se compraram a viagem pela internet ou usaram agentes de viagem? Se têm o perfil mais jovem ou são, em sua maioria, famílias. Se os atrativos mais requisitados são aqueles que você imagina e se aprovam a experiência na sua cidade. A resposta para essas perguntas é a chave para gestores públicos e iniciativa privada estruturarem adequadamente seus destinos turísticos. Os indicadores são essenciais para definir investimentos e otimizar o uso de recursos públicos. Conhecer o cliente é o primeiro passo para atendê-lo bem. Nesse sentido, os observatórios de turismo representam uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento do setor. O monitoramento dos destinos é um dos quesitos avaliados pelo Ministério do Turismo e a Fundação Getulio Vargas no Índice de Competitividade do Turismo Nacional. O país tem registrado avanços nessa área, mas ainda há um longo caminho a seguir. Apenas com informações precisas e dados concretos será possível entender a dimensão real do turismo, o caráter transversal do setor e suas potencialidades. É comum observarmos a conexão do turismo com o lado lúdico da atividade, sem levar em conta o que se esconde por trás de seus equipamentos, como, por exemplo, a tecnologia dos parques temáticos. Poucos sabem que o turismo responde pela compra de 220 mil carros por ano na renovação da frota das locadoras ou adquire 8,8 milhões de lençóis anualmente da indústria têxtil para repor os estoques da hotelaria. Só com indicadores confiáveis conseguiremos entrar na pauta econômica e mostrar que o turismo tem tudo para se transformar na próxima fronteira do desenvolvimento, como o agronegócio foi há décadas. Os dados são fundamentais, portanto, para incluirmos o setor entre as prioridades de gestores públicos e empreendedores. O 1º Encontro Nacional de Observatórios de Turismo, que realizamos aqui em Maceió, é uma oportunidade para trocarmos experiência e compartilharmos propostas de alinhamento das abordagens estatísticas sobre a economia do turismo. Os dados estaduais ajudarão o mercado a se posicionar, pensar em novos produtos e servirão de base para o diálogo com as esferas local e federal do poder público. Dirigir por uma estrada sem sinalização, comandar um navio sem cartas náuticas ou pilotar um avião sem aparelhos de navegação é temerário mesmo àqueles profissionais mais experientes. Da mesma forma, balizadores confiáveis são essenciais para a boa condução de programas e ações estaduais e municipais do turismo.

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