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Opinião

Um �rduo caminho se descortina no horizonte

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Por uma margem mínima de crescimento (0,1%), o Brasil saiu da área definida como recessão técnica. Mas precisa fazer muito esforço para recuperar um ritmo que possa reeditar os bons tempos do período 2002-2010. Segundo o IBGE, o PIB brasileiro ?cresceu 0,1% no último trimestre na comparação com o trimestre anterior. E de janeiro a setembro, teve uma expansão de 0,2% frente ao mesmo período de 2013?. Como se sabe, é definida como ?recessão técnica? a queda do PIB em dois trimestres consecutivos. Nos dois primeiros trimestres de 2014, os números do próprio IBGE indicaram, respectivamente, quedas de 0,2% e 0,6%. Daí a gravidade do quadro, o que fez disparar a luz amarela no governo, e a luz avermelhada na iniciativa privada. Apesar da recuperação, o desconforto ainda continua, até porque a marca de 0,1% é metade do que se esperava como alta nesse período. Para a maioria dos estudiosos do tema isto significa que o ritmo será bem mais lento que o previsto. Há quem preveja crescimento zero pra a economia brasileira no ano que se avizinha. As expectativas vão se consolidando no sentido de que 2015 venha a ser de grande aperto, e medidas preventiva começam a ser tomadas tanto no setor público quanto nos segmentos privados. Nesse cenário nebuloso teve impacto positivo a nomeação da nova equipe responsável pela condução econômica do governo. Mas é cedo para se apostar num retorno ao pragmatismo eficiente praticado durante os dois mandados de Lula. Dilma ainda parece distanciada da compreensão sobre a necessidade de uma aliança de longo curso com as forças ativas da economia tendo como objetivo central a retomada do crescimento brasileiro. Ainda sob fogo cerrado de uma oposição em clima de terceiro turno e fustigada por uma ?grande? mídia extremamente hostil, e por ações judiciais de notável rigor seletivo, o governo Dilma Rousseff, em sua segunda gestão, terá que trabalhar sob condições políticas muito desfavoráveis. Será necessário renovar e ampliar a capacidade de articulação política do Palácio do Planalto, ao mesmo tempo em que se redireciona os rumos governamentais na economia. Isto sem perder o prumo do processo de inclusão social e distribuição de renda ? as grandes marcas da administração Lula/Dilma. Uma tarefa hercúlea, esta é a verdade.

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