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Opinião

Cinquenten�rio da Apae

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Com muita alegria, tomei conhecimento da notícia segundo a qual o núcleo da Apae de Arapiraca - presidido pela senhora Nayara Vital ? acaba de receber o nome de Leda Collor de Mello. A homenagem faz justiça e resgata a história, porque minha mãe foi uma das fundadoras da Apae em Alagoas. Tratar dessa entidade é voltar as atenções para todo um trabalho solidário, destinado ao atendimento de milhares de pessoas carentes de assistência e acolhimento. O movimento originário das Apaes remonta a 1954, no Rio de Janeiro. Pelo pioneirismo e capilaridade, está presente hoje em mais de dois mil municípios brasileiros. Se, nacionalmente, a entidade comemora 60 anos de história, seu surgimento em Alagoas conduz a linha do tempo a 1964, quando minha inesquecível mãe atuou em sua fundação. No início, a Apae desencadeou a educação de crianças com síndrome de Down, um enorme avanço para a época. Cinquenta anos depois, já bem mais estruturada, a entidade detém equipe multiprofissional comprometida com a educação, o desenvolvimento e a inclusão social da pessoa com deficiência, além de promover a assistência e a geração de renda de seus usuários. Sua maior missão consiste em promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços e apoio às famílias. Tais ações são focadas na melhoria da qualidade de vida da pessoa com deficiência. É, na verdade, um esforço pela construção de uma sociedade mais justa e solidária. Como objetivo mais pontual, pode-se dizer que a APAE-Maceió fornece o atendimento especializado às pessoas com deficiência, incluindo seus familiares e a comunidade em geral. Sua atuação é dirigida, prioritariamente, às áreas de saúde, educação e integração sociofamiliar. No fortalecimento de toda essa ação no interior, fiz questão de me empenhar para viabilizar um justo pleito apresentado pela Apae de Arapiraca: a oficialização do convênio entre o Ministério da Saúde e o núcleo da entidade, situada na segunda maior cidade alagoana, bem no centro geográfico do Estado. Trata-se de unidade inaugurada em dezembro de 2012, e que ainda carecia do reforço e da colaboração do governo federal. As comemorações alusivas aos 50 anos da APAE de Maceió, além de selo comemorativo já lançado, trazem a lume histórias de coragem e superação. São relatos de pessoas que construíram sua trajetória profissional em paralelo ao crescimento da própria APAE, a exemplo da assistente social Graça Xavier, que entrou na organização como estagiária e hoje, 23 anos depois, ocupa o cargo de coordenadora do Serviço Social da entidade. As APAEs de todo o Brasil acabam de realizar, em Foz de Iguaçu, no Paraná, o seu 25º Congresso Nacional, juntamente com o 6º Fórum Nacional de Autogestão e Autodefensoria. Já estou informado de que os eventos foram bem sucedidos. Proporcionaram um grande encontro de profissionais envolvidos com a questão da deficiência e seus impactos na vida das pessoas, assim como na ação das famílias e da sociedade brasileira. Parabenizo a todos os profissionais da Apae, além de seus colaboradores, louvando a dedicação, o comprometimento, o incentivo e a excelência dos serviços prestados. Na campanha à reeleição, fiz questão de ressaltar meu compromisso com entidades de credibilidade, como a Apae e a Pestalozzi. No Senado Federal, permaneço atento e em defesa de projetos e programas que visem à inclusão de pessoas na sociedade e que necessitem da mão solidária do poder público.

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