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Nada de novo no front?

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Em seu discurso de posse como novo ministro da Fazenda, Antônio Palocci fez enfática profissão de fé na política econômica adotada por seu sucessor no ministério, Pedro Malan. Manutenção dos contratos, câmbio livre, estabilidade fiscal e, sobretudo, honrar os contratos assumidos pelo governo FHC, foram os principais compromissos públicos ressaltados por ele. Palocci apelou para a retórica para não destoar do compromisso do Partido dos Trabalhadores com o crescimento econômico, quando reafirmou ?ser inegociável a retomada do crescimento?. Contudo, alertou que o governo não irá ?provocar bolhas de crescimento econômico a partir de uma permissividade perigosa com a inflação?. Novamente, o ministro da Fazenda enfatizou que os gastos sociais precisam ser melhor distribuídos para que cheguem realmente aos mais necessitados. O Programa Fome Zero, anunciado pelo presidente Lula como prioridade número um do seu governo, sofrerá com a falta de recursos orçamentários para ser implantado com a magnitude necessária diante do quadro de fome e desnutrição do País. Ouvido após a posse, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Horácio Lafer Piva, mostrou-se curioso de saber como o governo irá conseguir conciliar as promessas de inclusão social com os compromissos que o Ministro Palocci adotou como paradigma para sua gestão. Inclusão social não pode ser uma bandeira vazia. Políticas públicas compensatórias, como o Programa Fome Zero, destinam-se a situações emergenciais, não podem tornar-se um fim em si mesmo, devem ter caráter transitório. Sem crescimento econômico não haverá inclusão. Ouvidos ansiosos por uma ?melodia? diferente da executada nos últimos oito anos se sentiram frustrados com a falta de ousadia e com o conservadorismo do discurso do maestro da nossa economia. A propósito, quando de sua indicação para presidente do Banco Central, Henrique Meirelles rebateu as críticas sobre sua indicação, dizendo que seu conservadorismo era exatamente igual ao do ministro Antônio Palocci. E agora, como avançar?

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