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Opinião

Exemplos de civilidade e de puro barbarismo

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Praticamente em simultâneo à baderna provocada por ativistas de oposição no Congresso Nacional, quando tumultuaram a votação dos ajustes da meta fiscal, sem falar na destemperança verbal do derrotado candidato tucano à presidência, o governador de São Paulo e a Presidenta da República se esmeraram na comprovação da sobrevivência da visão de estadista no Brasil. Enquanto tucanos e outras aves opositoras se excediam em insultos, palavrões e gestos de agressividade física contra os parlamentares alinhados com a Presidenta, Geraldo Alckmin (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) se reuniam para celebrar um convênio entre o governo federal e o governo de São Paulo para ações estratégicas voltadas à resolução do grave problema de abastecimento d?água em São Paulo. Geraldo Alkmin foi o principal sustentáculo eleitoral da fracassada candidatura Aécio Neves ? nome que só conseguiu alcançar competitividade graças à votação amealhada em São Paulo. O candidato do PSDB perdeu, inclusive, nos dois estados onde possui residências, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas esteve a ponto de vencer a eleição graças ao resultado do trabalho do governador paulista. Dilma Rousseff, reafirmando sua atitude republicana, não se furtou a ajudar à gestão do adversário e confirmou seu apoio decidido ao governo estadual tucano no esforço para resolver um grave problema. O acordo entre o estado de São Paulo e a Presidência da República foi assinado na quinta-feira, dia 4. Dilma Rousseff e Geraldo Alckmin, como convém a estadistas, sentaram-se lado a lado, apuseram suas assinaturas ao documento e fizeram declarações em acordo aos objetivos do projeto comum. Um exemplo. Uma lição de deveria ser observada pelos alucinados oposicionistas que têm se esmerado em baixarias de toda espécie e invectivas golpistas. Para esses aloprados que se insurgem contra o resultado das urnas seria fundamental o entendimento da lição dada pelo tucano Alckmin e por outros próceres oposicionistas conscientes de que a eleição terminou e de que o País precisa ser tocado para a frente. Dilma e Alckmin não deixaram de ter visões discordantes; apenas tiveram a consciência e tomaram a atitude de concordar em torno dos objetivos maiores do País e da população de São Paulo. Este é o grande ensinamento.

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