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O cronista das ra�zes familiares alagoanas

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Aos 73 anos o cronista, pesquisador, cerimonialista e crítico de arte Romeu de Mello Loureiro despediu-se da vida material. Faleceu e foi sepultado na quarta-feira, no mausoléu da família, localizado no tradicional Cemitério de Nossa Senhora da Piedade. Há alguns meses Romeu Loureiro, cronista social da Gazeta de Alagoas, havia se aposentado. Deixava de existir a prestigiada coluna ?Em Sociedade?, espaço no qual ele não retratava os acontecimentos como informava, detalhadamente, os aspectos históricos e culturais mais relevantes. Com glamour e conhecimento de causa, discorria sobre os ramos genealógicos das personalidades focadas em sua coluna. Era um especialista em genealogia, e pesquisava a fundo as intrincadas raízes das famílias alagoanas e brasileiras, tendo, inclusive, livro publicado sobre o tema. Atento e consciente de seus próprios ancestrais, se orgulhava de ser filho do ex-governador, industrial e intelectual Osman Loureiro de Farias. Cultivava a memória dos pais, tendo o cuidado de doar para a galeria do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, desde há muitos anos, dois elegantes retratos a óleo de seu pai e sua mãe, adornados com os respectivos brasões familiares. Nos idos de 1995 reeditou uma relíquia: o álbum fotográfico impresso por Osman Loureiro em cujas páginas o então governador apresentava, em fotos, as obras realizadas durante sua gestão. É da lavra de Romeu Loureiro também o mais completo catálogo das obras do grande pintor alagoano Rosalvo Ribeiro, editado no final dos anos 90. Membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas e da Academia Alagoana de Letras, igualmente se destacava como cerimonialista profissional, tendo não só executado pessoalmente o comando do cerimonial de importantes eventos, como organizava e planejava, com maestria, os ritos e passos a serem cumpridos em atos de importância. Apesar de ser um homem de tradição conservadora, do ponto de vista das raízes e do posicionamento aristocrático, sempre procurou estar à frente de seu tempo e se posicionar contra os preconceitos. Uma perda para a imprensa e para a sociedade alagoana.

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