loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

DA ALDEIA �S TRILHAS DA ACADEMIA

Ouvir
Compartilhar

Em Belo Horizonte/MG, no Campus da Pontifícia Universidade Católica (PUC Minas), no dia 17 de novembro, por cerca de 5 horas, fiz a defesa da Tese ?Práticas identitárias e ressignificação do universo imaginário dos povos indígenas do Sertão de alagoas?, sob a presidência do prof. Dr. Hugo Mari e da Comissão Examinadora, composta pelos franceses Prof. Dr. Philippe Walter (orientador) e Prof. Dr. Bernard Emery, ambos da Université Stendhal Grenoble III, Profa. Dra. Juliana Alves Assis e o suplente Prof. Dr. Luiz Carlos da PUC, Prof. Douglas Apratto (CESMAC), aprovado com o conceito ?trás honorable?. Tudo começou com a militância com os povos indígenas do Nordeste, inicialmente com o povo Xokó, aldeia Ilha de São Pedro, Sergipe, em 1978. De lá para o Seminário São José e PUC do Rio de Janeiro, passando pelo Instituto de Teologia do Recife (ITER). Entre a reflexão filosófica e teológica, o aprendizado com os pobres da periferia na Baixada Fluminense, município de Nova Iguaçu, com as comunidades do Cristo Redentor e Palhada; em São Gonçalo, nas comunidades de Laranjal e Marambaia; em Recife, com os favelados do Alto da Conceição e Córrego São Domingos; em Pombos, Pernambuco, com os trabalhadores rurais de Pé de Serra. Alimentado pelo compromisso com os pobres, calçando sandálias havaianas, calça de saco e camiseta, aporto no povo Fulni-ô, em Águas Belas, Pernambuco. Juntando-me aos companheiros da utopia do Reino de Deus, Saulo Feitosa e Ivamilson Barbalho, formamos a equipe missionária do Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Enquanto a colheita da roça não chegava, dava aula de alfabetização no Método Paulo Freire para os Fulni-ô de Barretinho e agricultores da região. De volta para Alagoas, de imediato encaro a luta pela recuperação do território do povo Xucuru-Kariri, curso jornalismo na UFAl e encontro o professor Sávio de Almeida, com quem inicio a pesquisa com o povo Karapotó de São Sebastião. Quando tudo parecia estar resolvido quanto à quantidade dos grupos indígenas, migro para o sertão de Alagoas e encontro os povos Geripankó, Kalankó, Karuazu, Katökinn e Koiupanká. Mais uma vez rumo para uma nova missão no Mato Grosso do Sul, onde trabalho com os povos Guarany e Terena. No pantanal, junto o indigenismo à pesquisa científica, no Mestrado da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB/MS), com a defesa do tema ?Desenvolvimento Local na Perspectiva do Povo Terena de Cachoeirinha, município de Miranda/MS?.

Relacionadas