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Quais as li��es das quedas dos mitos?

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Como bem explicado por competentes profissionais do Direito e/ou da Comunicação, a reprovação das contas de campanha não impugna automaticamente a candidatura cujas contas não foram aprovadas pela Justiça Eleitoral, mas dá sequência a uma série de outras etapas de apreciação da contabilidade questionada, cujo primeiro passo é o impugnado responder às demandas colocadas pela corte competente. Apesar disto ser claro para quem quer que se interesse pelos aspectos legais do processo eleitoral, a possibilidade de recusa, por parte do TSE, das contabilidades de campanha de Dilma Rousseff, empolgou os neogolpistas. Em sua miopia raivosa, os novos defensores dos velhos golpes contra a vontade das urnas passaram a crer num mito criado por eles mesmos. Esse embuste, talvez inicialmente inventado com objetivos meramente propagandísticos, virou um sonho golpista de várias noites deste verão, alimentado ? por ironia ? por temores infundados de parte dos defensores da candidatura da presidente. Também falso, o temor de alguns petistas e seus aliados, passou a se apoiar noutra aleivosia: a injusta suposição de que o ministro Gilmar Mendes, relator das contas da campanha presidencial do PT, teria comportamento parcial. O preciso e imparcial voto do ministro Gilmar Mendes jogou por terra, numa única canetada, duas falsidades. Uma queria transformar a reprovação das contas do PT numa cassação da eleição de Dilma Rousseff; a outra falsificação ideológica atentava contra a respeitabilidade de um dos mais capazes ministros do STF e do TSE. Justo seria, agora, quem quer que tenha alardeado suspeições sobre o ministro Mendes, se retratar. Afinal, o magistrado foi pré-julgado e condenado por antecipação; e seu voto, rigoroso e detalhado, garantiu, apesar de ressalvas secundárias, a lisura da contabilidade de Dilma Rousseff. Seria coerente. Mas, infelizmente, as paixões da política ainda dificultam gestos éticos desta natureza. Do lado contrário, igualmente justo seria aos que alardearam a tese de ser crime eleitoral indefensável a recusa das contas de campanha, passar a pedir a cassação do governador tucano Geraldo Alckmin, afinal sua contabilidade foi inexoravelmente recusada pela Justiça Eleitoral. Seria coerente. Mas, infelizmente, as paixões da política ainda dificultam gestos éticos desta natureza.

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