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Alagoas na agenda do turismo de neg�cios

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O Brasil dispõe hoje das melhores condições estruturais, de imagem e de conhecimento acumulado para dar um salto no desenvolvimento do turismo de negócios e eventos. O sucesso da Rio+20, Jornada Mundial da Juventude, Copa das Confederações e, mais recentemente, Copa do Mundo, mostrou a todos que somos capazes de organizar eventos de diferentes perfis com o mesmo nível de excelência. A entrega da climatização do Centro Cultural de Exposições Ruth Cardoso é um passo importante para Maceió reforçar a sua participação na agenda de eventos de negócios. O Ministério do Turismo reservou R$ 20 milhões para a reforma e ampliação do local por entender o investimento como estratégico não apenas para movimentar a economia da capital alagoana, mas de toda a região. A definição desse segmento como prioritário não foi aleatória. De acordo com a Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo, feita com as 80 maiores empresas do setor, as promotoras de feiras e eventos faturaram R$ 62,7 bilhões em 2013. Um aumento percentual de mais de 110% na comparação com 2007, quando os valores chegaram a R$ 29,6 bilhões. Registramos um crescimento continuado no ranking da Associação Internacional de Congressos e Convenções (ICCA) ao longo dos últimos dez anos, período em que saltamos da 17ª, em 2003, para a 9ª colocação, em 2013. Atualmente, de cada quatro estrangeiros que fazem turismo no Brasil, um deles vem participar de eventos. Este público tem um gasto médio diário de US$ 127, quase duas vezes maior que o desembolso registrado pelos turistas de lazer. Trata-se, por tanto, de um perfil de viajante altamente qualificado, disputado e desejado. Para além das cifras, estamos tratando também de um público de alto padrão do ponto de vista da capacidade intelectual. O turismo de negócios tem uma capacidade de agregar valor aos destinos na medida em que permite o intercâmbio de experiências, a transferência de tecnologias e o aumento na curva de aprendizado dos participantes. A elite do pensamento mundial viaja o mundo disseminando conhecimento por meio de conferências, congressos ou simpósios. O valor intangível da difusão de inteligência talvez seja a maior virtude desse segmento. De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Eventos (Abeoc), a cada cinco eventos realizados no país, um é feito no Nordeste. Já somos hoje a segunda região que mais sedia eventos no Brasil, atrás apenas do Sudeste.

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