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Quando Jesus nasceu...

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Estou me preparando para o Natal e consequentemente para as missas que irei celebrar, já que sou padre e tenho isso como face grandiosa do meu ministério. Contudo, neste ano, tomei uma decisão. Não irei falar sobre o sentido desta época como fiz outrora, mas irei testemunhar quando Jesus nasceu em minha vida. O que isso significa? Vou falar sobre o dia em que Cristo veio como um divisor de águas, e a partir de então, o caminho foi redirecionado e eu passei a viver voltado para as realidades do alto. Acredito que no mundo de hoje as palavras por vezes se perdem ao vento. Tantos falam sobre Deus, contudo, as forças se esvaem, pois falta algo ao verbalizar. Quando a experiência é verdadeira, o testemunho funciona com uma potência incrível de tocar o coração das pessoas. E isto eu já comprovei. No ano de 1997 passei a cursar Informática no IFAL em Maceió. Estava totalmente descrente em Deus e depois de tê-lo buscado em várias igrejas, parecia que meus anseios não tinham um retorno. Estudei antes em um Colégio Protestante e achava bonito o pastor falar sobre suas experiências religiosas, mas aquilo não me dizia muito, pois meu conhecimento sobre Jesus era totalmente conceitual, um mar de ideias que mais se configurava como uma idealização do que mesmo uma realidade. No IFAL surgiu um grupo católico de oração com os jovens da minha sala. Por motivos divinos, me chamaram a participar do mesmo e ali comecei a olhar Deus de outra forma. Um jovem tinha o dom da pregação e era mais experiente nesta relação de amizade divina que me encantava vê-lo anunciar um Cristo tão real. Foi quando perguntei o porquê de eu não falar com Deus com tamanha intimidade; e aquele rapaz sabiamente disse que meu tempo chegaria. Resultado: naquele mesmo dia, na oração em um grupo que fui, senti-me tocado por Jesus. Aquilo foi tão real que me desestruturou. Renasci. Passei a ser diferente. Foi um sexta do mês de maio daquele ano. Após essa experiência, meus projetos ficaram em segundo plano. Comecei a participar de grupos da Igreja todos os dias, como também ia à Santa Missa diariamente. Tudo agora havia sentido. O Natal de Cristo havia acontecido nas estrebarias de minha vida. Pena não poder ter espaço para falar mais sobre isso. Encerro rezando que o leitor viva um dia o mesmo. É algo grandioso e concreto. É divino. É Natal.

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