Opinião
ENCANTO DE DEZEMBRO
Em um interessante restaurante, localizado na Ponta Verde, nesta capital, uma figura feminina, de especial encanto, ingressa com um olhar a busca de fixar detalhes do ambiente. De alta estatura, de porte elegante, de gestos educados, com um suave poder de sedução. Escolhe uma mesa na lateral do salão e procura tomar conhecimento dos pratos existentes. Observa discretamente as pessoas presentes, descontraídas e alegres que emprestavam sentido àquela tarde do mês de dezembro, reveladora de amplas expectativas para todos. Vestida com uma blusa branca de seda, de calça jeans colante que realçava sua silhueta esbelta, ganhou silenciosamente a admiração dos ocupantes das demais mesas. Todos foram despertados para sua mágica presença e atraídos pela beleza singular de sua expressão espontânea e encantadora. Um cidadão, vizinho à sua mesa, inaugurou com ela um diálogo versando sobre a alimentação servida no local e sobre temas circunstanciais sugeridos pela ocasião. Seguidos de algumas revelações pessoais que traduzem os agradáveis encontros da vida. Um clima dos dizeres do final do ano fazia perceber, no ambiente, uma mensagem de paz, de humanas indagações e uma insinuação de felicidade. As pessoas envolvidas por estes sentimentos tornavam coincidentemente alegres os momentos, antevendo futuras lembranças, projetadas ao sabor dos dias. O mês de dezembro, final do ano, comemorado com todas as emoções acumuladas e vividas, passa a ser saudado ante a lembrança da grandeza do nascimento de Jesus e, o iminente inicio de uma nova etapa, de um novo ciclo de vida. As conclusões não se esgotam quando o brilho de novas perspectivas faz renascer desejos trazidos pelos raios das esperanças. Em uma mesa próxima, pessoas lembravam suas lutas, projetos e conquistas; erguiam brindes, saudavam suas amáveis companhias e trocavam presentes de olhares. Pareciam dizer da necessidade de se colher cumplicidades para continuar seus trajetos de sonhos e esperanças. Na hora de partir, a moça alta, repleta de encantos, se tornara simbolicamente a mulher de dezembro; deixara no ar uma imagem marcada por sutis afetos, e na sombra de seus passos, determinados e poéticos, razões para novas inspirações diante da teimosia permanente do tempo.