Opinião
Um ano dif�cil e suas li��es de vida
E lá se vai 2014. Ano agitado, tenso, recheado especialmente de conflitos e surpresas. Para muitos, um tempo excepcionalmente estressante, aliviado, talvez, pela proliferação das afamadas selfies ? geralmente imagens colhidas em meio a cenas alegres. Não andou bem a economia neste ano, o que pesou no humor da população. Mas a piada de péssimo gosto foi mesmo a goleada de 1x7 impingida pela Alemanha numa implacável blitzkrieg contra uma seleção canarinho amarelada, imobilizada. Uma vergonha indescritível, inimaginável. Mas em compensação a (segunda edição da) Copa do Mundo no Brasil foi impecável, contrariando o desejado por uma minoria extremamente barulhenta que trabalhou por mais de um ano para sabotar o evento. Descontado aquele jogo que os brasileiros queriam que nunca tivesse acontecido, a edição 2014 do torneio da Fifa em gramados brasileiros foi o maior sucesso. Terrível mesmo foi, dentre todos os acidentes fatais ocorridos neste ano, a morte do candidato a presidente Eduardo Campos e seus companheiros de vôo. Lógico que o ex-governador de Pernambuco não era detentor de uma vida humana superior a nenhuma outra perdida de forma trágica, em qualquer lugar do mundo e em qualquer época, mas seu desaparecimento impactante teve efeito coletivo avassalador pelo fato dele representar, além de uma candidatura à presidência da República, a mais promissora esperança de renovação das lideranças com chances reais de ocupar o Palácio do Planalto. Lamentáveis baixarias permearam a disputa eleitoral, com agressões de parte a parte; mas agressiva mesmo foi a chamada ?grande imprensa? que, engajada contra uma das candidaturas usou a abusou da prática de manipular informações com o objetivo de moldar a opinião pública de acordo com os preconceitos das elites inconformadas e traumatizadas por derrotas consecutivas para a Presidência da República. Um show de parcialidade que deu com os burros n?água. Novamente. Porém, apesar dos percalços, 2014 teve seus êxitos, até como lições de superação e comprovação da capacidade de luta do brasileiro. Desde a Copa muito bem feita até o comportamento exemplar do eleitorado, o ano que se encerra deixa o ensinamento que não existem dificuldades impossíveis de serem enfrentadas.