Opinião
Mais um ano-novo e seus velhos desafios
Nasceu 2015. O que esperar desta ainda criança? O futuro se apresenta não muito alegre, pois muitas são as dificuldades previstas. Como todo ano-novo, amadurecerá e envelhecerá a seu tempo, morrendo inapelavelmente no dia 31 de dezembro vindouro. Espera-se que a economia siga modesta, com apequenados índices de crescimento. Ao mesmo tempo os oráculos indicam uma inflação persistente, na faixa de 4,5% durante toda a existência de 2015, segundo as expectativas do Banco Central. O BC informa que isto manteria o monstro ao centro da meta, mas chama a atenção para a tendência de aumento imediato em decorrência dos impactos do realinhamento dos preços de eletricidade e dos combustíveis. O crédito deverá crescer moderadamente. No cenário político são aguardadas mais dificuldades para a presidente Dilma, em função de, na Câmara Federal ? que sofreu uma renovação de 46,39% em seus integrantes ?, os principais partidos de sustentação terem decaído em suas bancadas, com o PT desfalcado em 18 cadeiras e o PMDB com menos cinco; em compensação os tucanos emplumaram-se com um acréscimo de 22,73% em seus eleitos, ao tempo que o PSB saltou de 24 para 34 membros. Toma-se a Câmara Federal como parâmetro pelo fato da casa ser a referência proporcional da população, mas no Senado (representação linear, idêntica para todos os Estados) a realidade também não é fácil para a situação. Complicações à vista, portanto. No esporte, no ano seguinte à Copa do Mundo, o Brasil sediará os Jogos Mundiais Indígenas, reunindo mais de dois mil atletas, vindos de 30 países. Dos autóctones brasileiros, são esperadas 22 etnias (ou tribos?), que disputarão provas de (obviamente) arco e flecha, arremesso de lança, corrida de tora e o xucunaati (definido como ?futebol de cabeça?). Não é programa de índio, apesar das aparências. Uma ótima notícia é que o Brasil está a caminho de cumprir parte das metas do Objetivos do Milênio, cujo prazo se encerra neste ano ainda novinho. São oito metas destinadas a melhora a vida dos povos. Até agora, nesse certame, nosso País é considerado pelas Nações Unidas como a principal referência global para o combate à fome e à miséria; e há quatro anos os brasileiros alcançaram a meta estipulada pela ONU para a redução da mortalidade infantil. Boa nova, sem dúvida. E que seja bem-vindo 2015!