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A prioridade das prioridades

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Nos discursos de posse da presidente reeleita, Dilma Rousseff, e do novo governador de Alagoas, Renan Filho, pelo menos um tema em comum mereceu atenção especial dos dois governantes: a educação. Enquanto Dilma anunciava que o lema de seu segundo mandato seria ?Brasil: pátria educadora?, do lado de cá Renan Filho ressaltava que a meta de seu governo será fazer uma revolução na educação de Alagoas. A presidente explicou que o novo lema era simples, direto e que reflete com clareza qual será a prioridade do governo, além de sinalizar o setor para o qual devem convergir os esforços de todas as suas áreas. Em suma: será a prioridade das prioridades. Já o jovem governador alagoano disse considerar a educação como motor propulsor paras as mudanças que precisam ser concretizadas no Estado. A análise que Renan Filho fez da situação de Alagoas no campo da educação é curta e precisa: o Estado está atrasado e é preciso correr contra o tempo nessa oportunidade que a história está dando. De fato, os números são desanimadores. No ranking das redes de ensino estadual do Brasil, Alagoas registrou nos últimos dois anos o pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do país em todos os níveis de ensino. Faltam professores, muitas escolas têm problemas estruturais e o resultado é que, em algumas unidades de ensino, o ano letivo já não acompanha o calendário regular. Além disso, dados divulgados no ano passado pelo IBGE revelam que, apesar de ter reduzido o índice de analfabetismo em 2013.21,6% dos alagoanos de 15 anos ou mais não sabem ler nem escrever. O índice de analfabetos nessa faixa etária em Alagoas é quase três vezes maior que a média nacional, de 8,5%, também em 2013. É claro que os desafios de Renan Filho não se resumem à área da educação. No discurso de posse, o novo governador também fez referência às dificuldades na saúde e na segurança público, outros dois segmentos que têm trazido grande preocupação para todos. Apesar de tudo, os alagoanos depositam em Renan Filho a esperança de ações concretas e eficazes, que mudem a realidade do Estado. O desejo é que, de fato, ele consiga transformar o discurso em prática e que possamos comemorar em 2017 ? quando Alagoas completa 200 anos ? uma segunda emancipação, livrando-nos dos índices negativos que prejudicam nosso desenvolvimento.

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