loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Renan: desafios e comparativos

Ouvir
Compartilhar

Primeiro governador mais jovem da história política de Alagoas, Renan Filho proporciona alguns comparativos com a conjuntura alagoana de um século atrás. Exatamente em 12 de junho de 1924, o deputado federal Pedro da Costa Rego tomaria posse do governo no calor da juventude, aos 35 anos e três meses de idade. No centenário de nascimento do ?legendário?, o jornalista e magistrado Antonio Sapucaia ofertou à coletividade uma excelente biografia. Naqueles idos da década de 1920, o jovem governador Costa Rego encontrou boa coleção de abacaxis para descascar. Como retrata Sapucaia, o quadro identificava ?políticos elevados à condição de coronéis e coronéis elevados à condição de políticos?. Sem deixar de mencionar uma escória de delinquentes que infernizava a vida de todos, sob o manto da impunidade e num claro e ousado desafio ao poder da autoridade. Ainda na comparação com o Estado herdado por Renan, recorro à obra de Sapucaia, pois na data da posse de Costa Rego, Maceió era considerado um território ?infestado de mosquitos, a infernizar a vida e a saúde dos seus habitantes?. Nem precisa se apegar ao fato de o mosquitinho da dengue viver atazanando o juízo dos alagoanos. A dengue já virou epidemia em bairros da capital e em cidades interioranas, em plena era digital. Em seu discurso de posse, o governador Renan fez menção ao peso da dívida pública do Estado, que continua a sugar valor mensal escorchante em favor do Tesouro Nacional. Ele não se esquivou do fato segundo o qual os últimos empréstimos contraídos por Vilela - inclusive perante organismos internacionais - agravaram ainda mais esse passivo. Pois bem, o jovem Costa Rego constatou um surpreendente ?papagaio? parisiense, que já somava mais de 500 mil libras em desfavor de Alagoas. Quando Renan, com sua juventude, assinala estar diante da missão de sua vida é porque ele bem sabe o tamanho do passivo que haverá de enfrentar. Para não falar de todos os indicadores de gestão, basta citar a tragédia acumulada nas áreas da saúde, da segurança e da educação, esta, inclusive, já eleita pelo novo governador para ser revolucionada. Há dois meses, o senador Collor sugeriu a Renan a conversão da passagem dos 200 anos de história do Estado, em 2017, num momento de múltiplas oportunidades. Renan captou a mensagem e vem reiterando a determinação de realizar uma espécie de nova emancipação alagoana. Na efeméride dos dois séculos, sinaliza-se então para que nossa terra se liberte do atraso, da exclusão e da violência. Com caneta cheia, apoio político, bancada federal forte e trânsito livre no Planalto, Renan tem consciência de que está diante de uma encruzilhada, com opção para fazer diferente e escrever seu nome na história.

Relacionadas