Opinião
ALAGOAS, A HERAN�A IND�GENA
Repito as palavras na íntegra, como reconhecimento a excelência do texto do Prof. Dr. Douglas Apratto Tenório, na introdução do Calendário 2015 da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Alagoas. Somos eu e o Douglas aventureiros da memória, que nos permitiu em determinado momento pensar que esse registro teria muito valor em relação ao presente e ao futuro. E assim, foi. Trata-se do resultado de mais uma pesquisa preciosa, que contribuirá com as futuras gerações, em sua formação. Um arsenal cultural que vem sendo publicado por esse historiador. Uma teia de conhecimentos que percorre desde os primórdios da nossa evolução social, aos momentos históricos marcantes e fundantes, os quais preservarão a memória e a historicidade alagoana. Nós estamos na décima segunda edição dos calendários cada vez sempre bem recebidos, cada vez mais reconhecidos. O calendário na realidade transforma pensamentos em palavras, palavras em ações, ações em textos e isso faz com a gente possa abranger limites irrealizáveis do pensamento. O texto do Douglas é singular e por essa razão, gostaria de assinar com ele, como reconhecimento a uma pessoa que tem um extraordinária participação, que tem a representação do meu pensamento, não desmerecendo a capacidade intelectual pessoal, grupal, antropológica, sociológica e histórica de Douglas. Dessa maneira, façam minhas as palavras desse pesquisador. Quando pensamos em fazer um calendário desse tipo, nós imaginamos que bem ou mal ele seria na realidade a representação da memória do Estado de Alagoas. E esse texto do Professor Douglas Apratto Tenório, que eu assino com prazer, representa um trabalho extensivo. Um calendário que quer mostrar uma realidade encoberta, e que objetiva iluminar o espaço indígena local da época em que esses fatos aconteceram, que muitas vezes passa da realidade a lenda. É dever dos que se dedicam a estudar a história de Alagoas tentar entender essa diversidade da realidade alagoana. O projeto anual do Calendário Cultural da FAPEAL já se tornou uma tradição no Estado, sendo para muitos objeto de coleção. Mantém a tradição de revelar tesouros escondidos da memória alagoana, democratizando e tornando acessível ao grande público, elementos do seu rico patrimônio natural, cultural e artístico.