loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

O tamanho do sacrif�cio

Ouvir
Compartilhar

Ao tomar posse para seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff prometeu fazer um ajuste nas contas públicas com ?o menor sacrifício possível para a população? e com respeito aos direitos trabalhistas e previdenciários. O ajuste, o aumento da poupança interna, a ampliação dos investimentos e a elevação da produtividade foram considerados pela presidente reeleita os primeiros passos para o retorno do crescimento econômico. Parece haver consenso de que o equilíbrio das contas públicas é urgente e necessário. O que se discute é o tamanho do sacrifício. O grande desafio para 2015 é o de reduzir a inflação, e o principal instrumento, além do aumento do juros, é a contenção do crescimento desordenado das despesas do governo federal. O governo terá de avançar significativamente na disciplina fiscal para criar espaço para uma redução consistente da taxa de juros, sem acelerar a inflação. Não será com novas receitas e aumento de impostos que o País deverá enfrentar esse problema, mas por meio do controle da expansão das despesas. Aí vem a outra face da moeda. De acordo com especialistas, todo ajuste resulta, inicialmente, em redução de postos de trabalho e queda no consumo, por isso precisa ser bem feito para que o País volte a crescer com taxas mais altas. Diferentemente de outras épocas, entretanto, hoje o Brasil possui uma grande rede de proteção social, com muitos benefícios, o que poderá ajudar a atravessar essa fase de mudanças. Para ter um crescimento consistente de longo prazo, uma primeira tarefa é a de preservar a estabilizacão e ampliar a abertura comercial, além de recuperar a confiança do empresariado. A política comercial brasileira sempre foi caracterizada como altamente protecionista. Essa realidade só começou a mudar no início dos anos 90, no governo Collor. Como a própria presidente Dilma reconheceu, as mudanças esperadas pelo País nos próximos quatro anos dependem da estabilidade e da credibilidade da economia. No novo mandato, ela prometeu criar, ?por meio de ação firme e sóbria na economia?, ambiente favorável aos negócios, à atividade produtiva, ao investimento, à inovação, à competitividade e ao crescimento sustentável. Anunciou também um combate ?sem trégua? à burocracia. Esse é o caminho a ser perseguido.

Relacionadas