Opinião
UM BRINDE � FELICIDADE!
Às vésperas do Natal, entrando no Palato, tive a atenção despertada pelas garrafas dos melhores champagnes franceses: Möet & Chandon, Veuve Clicquot, Laurent-Perrier. Peguei numa, peguei noutra, alisei-as carinhosamente, suspirei e me encorajei para saber os preços: R$ 300.00, R$ 200,00 a garrafa! Segurei o fôlego, lá de dentro de meu ser veio àquela vontade imensa de levar um para saboreá-lo! Que saudades tenho do tempo que os tomava na França sem precisar ser rica! Hoje só tomamos espumantes que estão longe do sabor dos verdadeiros! Proibidas de usar o nome de champagne, pelos fabricantes do vinho, que é uma especialidade da província de Champagne, que fica no nordeste da França, todas as imitações feitas em outros lugares, e que às vezes são até muito boas, porém não obedecem ao mesmo cuidadoso fabrico dos legítimos, são chamadas espumantes. Ah! Refleti: para que serve o dinheiro senão para nos dar prazer! E comprei uma garrafa de Möet & Chandon, sonhando com o deleite de saboreá-lo em casa! Segundo Rudolph Chelminsk: o champagne é matéria de lendas e excentricidades, essência de alegria e símbolo de luxo. Os mais famosos navios, iates espetaculares, submarinos nucleares são, obrigatoriamente batizados com ele. Segundo as fofocas mundiais Marilyn Monroe e outras famosas beldades se banharam em champagne. Dizem que Ernest Hemingway, quando estava hospedado no Hotel Ritz de Paris, só tomava o café da manhã acompanhado de duas garrafas do melhor champagne. Não importa o preço para os abastados connoisseurs que pagam centenas de dólares por uma garrafa do vinho famoso. Há várias ocasiões em que essa bebida tem que estar presente: casamentos, assinaturas de tratados, recebimento de premiações, etc. Mas não é o espumante, cópia muito bem feita do verdadeiro champagne. ?John Maynard Keynes, economista afamado disse quando se aproximava o fim se sua vida:?Só tenho um arrependimento, o de não ter tomado mais champagne?. A província de Champagne fica a cerca de 130 km ao leste de Paris. Sua produção anual é de 270 milhões de garrafas de vinho e gera 32 mil empregos e rende mais de 3 bilhões de dólares por ano. O champagne vem do vinho branco comum. As uvas são plantadas em terrenos calcários e têm tendência a efervescer. Foram os ingleses que descobriram a maneira de fabricar essa bebida, fazendo-a efervescer uma segunda vez, seis meses depois de colocadas nos tonéis com o acréscimo de açúcar e para borbulhar acrescentam gás. As garrafas têm que ser fortes para não arrebentarem.