Opinião
Uma lembran�a dolorosa
Ontem, em todo o mundo, foi celebrado o Dia de Memória do Holocausto. A jornada, que recorda igualmente outros genocídios mais recentes ? Bósnia, Cambodja e Ruanda ?, coincide com a data da libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, em 1945, pelo Exército Vermelho. Nos últimos estágios da Segunda Guerra Mundial, tropas soviéticas avançaram até o complexo de campos de extermínio localizado em território polonês. Quando entrou em Auschwitz, o Exército Vermelho encontrou um local onde morreu 1,5 milhão de pessoas e que se tornou num testemunho da crueldade nazista. O quadro chocou soldados que pensavam já não poder ser surpreendidos. Além de pessoas que eram apenas esqueletos, crianças usadas para experiências científicas, descobriram toneladas de cabelo humano ? para usar na indústria têxtil ? e de roupa, sapatos e objetos pessoais de ouro. A palavra Holocausto foi escolhida para designar o extermínio em massa de cerca de seis milhões de judeus pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial. O termo era originalmente aplicada para designar um sacrifício que agrada a Deus, no qual a vítima era queimada. Daí por que seu emprego para designar o crime nazista, portanto, foi bastante controverso. Ao longo das últimas décadas, tem havido controvérsias legítimas ao redor desse fato histórico. Historiadores debateram vários detalhes do holocausto, e algumas histórias têm sido rejeitadas como mitos. Há, inclusive, aqueles que negam sua ocorrência. Certos historiadores revisionistas têm alegado que tais eventos jamais ocorreram. Argumentam que, no máximo, morreram apenas alguns milhares de judeus e que a maioria foi removida para outros países. São uma minoria. Polêmicas à parte, a data deve servir como alerta para outros tipos de intolerância que ressurgem na atualidade, como a discriminação, a xenofobia e o racismo. Como afirmou o governo brasileiro, ?em momento de manifestações crescentes de antissemitismo, islamofobia, xenofobia e demais formas de intolerância em diversas partes do mundo, o compromisso de cada país, individualmente, e o contínuo aprimoramento dos instrumentos de proteção dos direitos humanos são fundamentais para assegurar o fim de todas as formas de discriminação?.