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É desrespeitoso o comportamento dos críticos mais agressivos para com a autoridade da presidente da República, Dilma Rousseff. Longe de ser seu eleitor, muito menos da agremiação partidária a que pertence, mas também como cidadão, acho-me no direito de discordar com as expressões chulas, como tem acontecido com frequência em alguns setores midiáticos. Não é possível imaginar que estão torcendo pelo ?quanto pior, melhor?! É uma equivocada atitude antipatriótica. O Estado Brasileiro vive um momento delicado de completa intolerância aos tropeços e desacertos do governo que, claramente, já provou a incapacidade para superar as grandes dificuldades refletidas na instabilidade econômica. Dilma recebeu sobre seus ombros o peso de toda carga das mazelas que explodiram pra valer no último ano do primeiro governo e mais pesados agora neste início de segundo mandato. É o que se pode chamar de herança amaldiçoada! Não precisa ser nenhum expert ou cientista político para compreender que a nossa comandante respira em águas revoltas fazendo esforço acima dos seus limites para não sucumbir. Sobrou para si administrar o maior escândalo de corrupção já revelado na história republicana, tão profundo quanto as profundezas das camadas do pré-sal. Quando o país perde o rumo a conspiração emerge naturalmente. O temperamento irrequieto, autoritário, de pouco diálogo está distante do tipo malandro, vaselina do antecessor que conseguiu sair blindado no momento mais turbulento do seu governo conspurcado com o mensalão. A ela falta jogo de cintura e paciência estratégica para um relacionamento cordial com interlocutores comandados, igualmente com as raposas da velha prática do ?toma lá dá cá?, ingrediente indispensável para garantir a estabilidade da liderança. Por isso vai ganhando total isolamento até dentro do seu próprio rebanho. O conluio secreto é a máquina mais temida dos governantes, justamente quando os aliados vão manhosamente saindo de fininho. Dilma já não tem mais o DNA do seu criador que apostou todas as fichas em pelo menos vinte anos de soberania. Na segunda largada, mesmo com o aparente apoio da maioria, vai precisar de máquinas poderosas para abrir os caminhos tortuosos que se apresentam à sua frente. O novo congresso está posto, tudo bem. E como os ?novos? deputados e senadores avaliam o futuro da criatura?

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