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Opinião

OS PROTETORES AMBIENTAIS EST�O A� PRA QU�?

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Os alagoanos são um bando de apaixonados pelos encantos da terra, pedaço de chão onde o Criador projetou a mais bela arquitetura da natureza. Sim, nosso mar, rios e lagunas com nada se comparam e nunca haverão de se comparar se demonstrarmos o mínimo de amor por tudo o que cultuamos com tanto entusiasmo. Por isso, a sociedade tem o papel fundamental de fiscalizar com rigor e denunciar ao perceber que estão degradando nossas riquezas naturais. As manchas negras intermináveis que ultimamente têm surgido entre Pajuçara e Cruz das Almas assustam nativos e escandalizam os turistas. Entre barracas famosas da Ponta Verde, o esgoto jorra despejando nas galerias pluviais em direção ao mar. Os caminhantes matinais testemunham o odor insuportável todos os dias. A construção civil é a mola propulsora para o crescimento econômico do estado e do país, e aqui, particularmente, está em ascensão constante. Nota-se claramente que os empresários do ramo têm tratado com notável responsabilidade as questões do desenvolvimento sustentável buscando o equilíbrio entre progresso e meio ambiente. Afinal, a cidade não para, a população aumenta, os espaços encurtam e é natural que novas áreas sejam ocupadas em nome do futuro. O rigor dos órgãos ambientais com os incorporadores chega a ser um entrave à geração de empregos, além de retardar a expansão da capital que já está sufocada. Compreensível, porque é fundamental cumprir a forte e ampla legislação para nos deixar tranquilos e protegidos de futuras agressões ao meio ambiente. Mas é urgente que os muitos órgãos de preservação ambiental surgidos a partir do IMA dirijam seu poder de polícia para rios e manguezais que estão ameaçados pela proliferação de favelas em áreas antes inimagináveis. Entre Sonho Verde e Tabuba, o rio que separa as praias está invadido por barracos a partir da pista asfáltica em direção ao mar. É grave! Vi com meus próprios olhos e fotografei, apesar dos olhares ameaçadores de caras estranhas e reações com sintomas alucinógenos. No entorno, assalto a mão armada a banhistas já não é um caso isolado. O que antes era paz e infinita beleza de repente vira ameaça de degradação e poluição do manguezal, rio e mar. Como explicar o silêncio e a omissão dos tantos institutos de proteção ao meio ambiente e das autoridades municipais da região?

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