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CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015: EU VIM PARA SERVIR

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Considero-me um observador do cotidiano e, como tal, tenho acompanhado, há longos anos, os temas da Campanha da Fraternidade e sua participação nos grandes desafios humanos. Desde a eleição do Papa Francisco, em 2013, a igreja católica tem vivido dias de regozijo e euforia por terem um representante do papado com jeito simples, palavras sábias e um bom humor habitual. Este é o primeiro papa nascido no continente americano, o primeiro pontífice não europeu e o primeiro papa jesuíta da história. Em 1998, tornou-se Arcebispo de Buenos Aires, e cardeal-presbítero, em 2001. Sua longa jornada o fez extraordinariamente inteligente, um claro exemplo de servir ao outro, uma nova maneira de pensar a realidade cotidiana da população. Nesta quarta-feira de cinzas de 2015, o tema lançado foi: ?Fraternidade: Igreja e Sociedade?, e tem como lema: ?Eu vim para servir? (cf. Mc 10,45). Dessa maneira, o ano de 2015 inaugura o tempo de buscar e recordar nossa vocação e missão, como cristãos e como comunidades de fé, para utilizar o diálogo e a colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II. O texto base utilizado para auxiliar nas atividades 2015 já está disponível nas Edições CNBB e convida à reflexão e a preces para a relação entre Igreja e sociedade. Nesse sentido, a campanha expõe a preocupação em relação à humanização, às relações entre as pessoas e entidades. Um momento ímpar para pensarmos delicadamente o princípio da alteridade, que ressalta a importância do se colocar no lugar do outro, refletindo como o outro. O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, explica que a Campanha da Fraternidade 2015 ?será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade são filhos e filhas de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que a organização da sociedade esteja a serviço de todos?. Se os diversos seguimentos sociais e entidades, cada um a seu modo, e seguindo enfoques teóricos diferentes, não têm alcançado êxito em suas tentativas de conscientização do diálogo para mediar os conflitos, então vamos pensar como o Papa Francisco, quando afirma: ?quero que a Igreja saia às ruas?. É necessário que cada ser humano se conscientize do que deve fazer e do que não pode fazer. Esta é uma excelente oportunidade para lutar pela melhoria da qualidade da vida em sociedade e pela convivência coletiva.

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