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Opinião

A MORTE

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O título deste artigo, inicialmente, não é muito salutar considerando ser o final jamais almejado. De qualquer sorte aceitamos por ser uma imposição da própria natureza, que não isenta ninguém de seus grilhões. Até Jesus Cristo, como criatura humana, sentiu as amarguras da morte ao clamar: ?Eli, Eli, lamá sabactâni??, isto é, ?Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?? Mas, o Apóstolo Paulo ao escrever aos discípulos afirmou: ?a morte é o salário do pecado, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna?. Esse salário é o mais oneroso da humanidade. Há um provérbio russo que diz: ?se a morte é um descanso, prefiro ficar cansado?. Bom seria não morrermos. De qualquer maneira todos somos condenados um dia, incerto e não sabido, deixar esta terra aprazível e encantadora, em direção a um mundo misterioso. Ainda este mês, lemos um artigo publicado nesse jornal, de autoria do Prof. José Medeiros, cujo titulo versava sobre: ?O valor da vida?. Com muita precisão, após discorrer sobre a existência humana, nosso querido e mui estimado Zé Medeiros, patrimônio moral e intelectual das Alagoas, concluiu que a vida na atual conjuntura valor nenhum existe, tendo em vista que a qualquer momento poderá ser ceifada por entes desajustados e profissionais do gatilho, roubando a dádiva mais preciosa outorgada pelo Criador. Sabemos o dia do nascimento, porém, data da última viagem é uma incógnita. A morte interrompe a vida, todavia, jamais apagará as virtudes e as boas ações. Os atos praticados por alguém, que sejam de natureza má ou boa, perpetuar-se-ão de geração em geração. Nem o tempo apagará o nome, mormente daquele só praticou o bem. Os conhecidos por ?imortais? que já partiram, continuam vivos através dos seus legados literários e científicos. Lembrarmos Victor Hugo, que dentre outras coisas filosoficamente falando sobre a vida e seu grito de liberdade contra o direito da força, assim clamor: ?qualquer posição que esteja nosso corpo, nossa alma estará de genuflexa?. Sendo assim, as ações feitas pelo homem, quando bem intencionadas e posicionadas, sempre estarão em sintonia com a alma, desde que exprimam a veracidade da própria razão. É filosofando que a vida continua. Depois de realizarmos essa caminhada por vias abstratas, dissecando o corpo real das vicissitudes da nossa existência, concluímos que nada somos, senão partículas celulares que integram a massa humana, para no amanhã, inesperadamente retornarmos à origem e nos integrarmos ao mundo espiritual até então desconhecido, onde com certeza viveremos eternamente, sem as presenças das opressões, angústias e decepções deste planeta terráqueo.

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