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A Justiça e a sociedade observam as revelações das esposas dos acusados no desenrolar de seus julgamentos. O testemunho de sua afeição gera reflexões sobre a verdadeira imagem do caráter dos homens. Larissa Maria Abdelmassih, procuradora da Fazenda Nacional, mulher do destacado médico Roger Abdelmassaih, condenado pela justiça paulista a 278 anos de prisão, por violentar uma série de pacientes, o defende fervorosamente. Escreveu um artigo na imprensa enaltecendo o perfil do seu companheiro. Inteligente, bela e qualificada mulher, narra sua história sentimental, com o amor de sua vida e pai de seus dois filhos. Enfrenta os reflexos dos delitos que recaem sobre seu esposo, abominado por uma das sociedades mais sofisticadas e esclarecidas do país. Com convicção, afirma a inocência de Roger Abdelmassih. Justifica sua solidariedade, no comportamento familiar de seu esposo e em sua responsabilidade com a profissão e o futuro dos filhos. Não muda o resultado da condenação mas retrata a força de uma grande paixão. O fato, lembra o processo da justiça suíça contra o jurista Pierre Jaccoud, conselheiro do Cantão de Genebra, deputado, diretor de industrias, ? acusado de matar, de forma brutal, numa noite misteriosa, o pai de um jovem namorado de sua ex-amante, que o abandonara. O advogado de Jaccoud, famoso tribuno Maitre Floriot, negou a autoria do crime, analisou a fragilidade das provas e leu perante o Tribunal do Júri, uma carta da esposa do acusado, que sensibilizou a todos e quase muda os rumos do julgamento. Madame Jaccoud, confessou sentimentos: ?Meu querido, há mais de 25 anos nós nos prometíamos amor eterno, para o melhor e para o pior. Conhecemos os belos tempos. Hoje, é o pior. Saiba que nunca me senti tão perto de ti. Os belos tempos hão de voltar e nós saberemos apreciá-los ainda mais, pelo que sofremos. Confia?. O Júri condenou a 07 anos de prisão e 10 de privação de direitos civis, o réu que, outrora era apontado como uma personalidade fascinante, inteligente e de prestígio internacional. O jornalista brasileiro Carlos Lacerda, ao escrever sobre o polêmico caso dr. Jaccoud, ergueu um pensamento ? o pecado da inteligência não tem perdão, onde a mediocridade tem o poder de decisão.

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