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O GURU DO CAOS

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Quando o senador Renan Calheiros rejeitou a MP 669 (a que onerava as empresas), enviada por Dilma e justificou que aquela era uma prerrogativa do Legislativo, e para o País voltar a ter credibilidade precisava que as Instituições fossem respeitadas, estava remando contra a maré latino-americana. Imediatamente, floresceram versões rasteiras sobre os motivos daquela postura,entretanto, aquele foi um momento importantíssimo dentro do quadro político nacional, que precisa urgentemente se diferenciar do latino-americano, onde se labora contra as instituições,subjugando-as a um Executivo autoritário, modelo e inspiração maiores para o governo petista. No momento desse artigo, a lista Junot ainda não fora divulgada,circulava todavia, que Renan e Eduardo Cunha estariam nela e Dilma ausente.Uma potencial ameaça de instabilidade institucional, com confronto entre Executivo e Legislativo, nos ameaçaria, quando então, esse despertar do Congresso tornar-se-ia fundamental,pois o populismo, predominante na região é uma ameaça concreta. Existe um guru que estimula esse nefasto populismo , é Ernesto Laclau, autor da obra A Razão Populista, respaldo para o que ocorre na Venezuela e Argentina, modelo que alguns aloprados querem instituir à força no Brasil. Laclau, ideólogo pós-marxista, propõe o populismo como meta para os países sul-americanos.Considera a luta de classes de Marx superada, mas defende o antagonismo aos liberais e a junção de classes que possuam um discurso comum. Repudia veementemente a administração pública e principalmente, as Instituições, fonte, segundo ele, de injustiças e atrasos sociais históricos no continente americano. É possível que Lula e Maduro nunca tenham lido A Razão Populista ou qualquer outro livro, mas praticam e incitam sua pseudofilosofia: para eles e seus seguidores as Instituições não constituem os pilares da democracia: são suas inimigas. Laclau tem muitos seguidores na Universidade brasileira que desencaminham seus alunos. Donde, o presidente do Congresso Nacional prestou uma contribuição histórica à sobrevivência da democracia em nosso continente.

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