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JORNALISTAS TAMB�M S�O V�TIMAS DE VIOL�NCIA

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Esta afirmação pode até parecer exagerada, mas não é o que mostra o Relatório 2014 sobre Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, divulgado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), publicado no último mês de janeiro. 2014 se mostrou mais um período violento para jornalistas brasileiros. Foram 65 casos de agressões físicas e verbais durante manifestações; 17 episódios de agressões físicas, 12 ocorrências de cerceamento à liberdade de expressão por meio de ações judiciais; 11 ameaças ou intimidações; 7 agressões verbais; 3 assassinatos de jornalistas; 3 ocorrências de impedimentos ao exercício profissional; 3 casos de prisões/detenções; 3 fatos de violência contra organização sindical; 2 fatos de assédio político; 2 atentados e um caso de censura. Nós ? jornalistas alagoanos ? que desempenhamos nossas funções aqui em solo nordestino, estamos inseridos num contexto político e social que se revela como a segunda região mais violenta do país para os jornalistas. Ao todo, foram registradas 24 ocorrências, o que corresponde a 18,6% do mapa da violência nos estados. O estado líder em violência aqui no Nordeste é o Ceará (9 ocorrências); em seguida aparece Alagoas (5 casos), Bahia (4 fatos violentos), Maranhão (3 episódios), Pernambuco (um caso) e Sergipe (duas incidências de violência). No Brasil, a maior parte dos jornalistas vítimas de violência em razão do exercício profissional do jornalismo é do sexo masculino. Aqui em Alagoas, os jornalistas Catarina Martorelli e Josenildo Lopes, ambos da TV Gazeta, foram vítimas de agressões quando faziam uma reportagem sobre estacionamento irregular de veículos em calçadas, no bairro da Jatiúca; a jornalista Thayanne Magalhães, do portal Tribuna Hoje, foi ameaçada, por meio de um telefonema e de uma mensagem em sua página no Facebook; os jornalistas João Mousinho e Fernando Araújo, do Jornal Extra, sofreram cerceamento à liberdade de imprensa por ação judicial, assim como Odilon Rios e Vitor Avner; e as equipes de reportagem do G1 Alagoas (Michele Farias e Wellinton Bezerra), Gazeta de Alagoas (Maikel Marques, Ailton Cruz, José Luciano da Silva) e TV Gazeta (Catarina Martorelli e Josenildo Lopes) foram impedidas por manifestantes de fazerem a cobertura de um protesto ocorrido no conjunto Colibri, no bairro Clima Bom. A Fenaj defende que o jornalismo é uma atividade indispensável para a constituição da cidadania. Para a nossa federação, o Estado brasileiro, as empresas de comunicação e a sociedade em geral precisam reconhecer a importância do Jornalismo e do jornalista para o aprimoramento da democracia. Como decorrência dessa importância, precisam prevenir e combate a violência contra jornalistas e buscar o fim da impunidade.

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