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O QUINZE DE MAR�O

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Se estivéssemos num País sério que cumprisse com rigor a sua constituição, Luiz Inácio Lula da Silva, hoje, estaria condenado à pena de um a três anos de reclusão. Nada a ver com mensalão, petrolão e tantos outros adjetivos do submundo da corrupção. O motivo é: incitamento à violência, artigos nono e quinze, respectivamente, da Lei 1802. ?Instigar desobediência coletiva ao cumprimento da lei e da ordem pública?. ?Instigar as classe sociais à luta pela violência?. Acuado pela descoberta das graves consequências das mazelas durante e pós seu governo, perdeu o controle, expôs as garras e fez aflorar o seu lado profissional de agitador de massas. Ao convocar o ?exército? do companheiro, o violento líder dos movimentos sociais mais radicais, João Pedro Stedeli, instigou o País a uma guerra civil. Aliás, nunca ficou claro para os brasileiros de onde vêm os guerrilheiros que treinam esses soldados. Lula cometeu mais um crime e continua impune. A semana começou tensa, fruto da expectativa da tal lista dos supostos corruptos da Operação Lava Jato, que, aliás, nada revelou de novidade. Tensa também pela aproximação do quinze de março. Não esquecendo que antes tem a sexta-feira 13 quando a CUT junto a outros movimentos prometem colocar o seu bloco na rua. Não é demais lembrar que os primeiros sinais de vandalismo começaram na semana passada quando mulheres, ditas do MST, promoveram um ataque terrorista a um centro de pesquisas no interior de São Paulo, destruindo mais de uma dezena de anos de trabalho. Ninguém foi preso pela baderna. Um alerta talvez para provar que o ?exército? invocado pelo Lula está pronto para a guerra. Quem tem um vínculo umbilical e financia tiranas ditaduras da América Latina, não pode sentir-se à vontade num estado democrático. Durante o longo e inoportuno pronunciamento da presidente, domingo, em várias grandes cidades brasileiras, o povo respondeu com buzinaço, panelaço e vaias. Agora, a casa caiu e o quinze de março vem aí podendo se transformar num manifesto livre, histórico, democrático, civilizado e sem violência, como deve ser numa sociedade amadurecida. Não será um simples grito de protesto contra uma presidente desgovernada, mas, ato de repúdio a todos os poderes da nação que estão cheios de braços apodrecidos.

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