Opinião
O para�so � aqui
Alagoas, o paraíso das águas (afinal somos privilegiados por rios, lagoas e um mar inigualável), tornou-se um dos principais destinos turísticos do Brasil no início dos anos 90. A natureza oferecia um espetáculo exuberante, mas o turismo arrefeceu, em parte, porque não dispúnhamos de infraestrutura capaz de fidelizar quem nos visitava. Quando assumi o governo do Estado pela primeira vez, em 1999, encontrei não apenas uma máquina administrativa esfacelada, mas também um povo desmotivado. Os anos anteriores foram de incerteza com reflexos significativos na economia. O projeto de recuperação de Alagoas envolvia não apenas questões técnicas, também trazia de volta a autoestima do alagoano, com ações que tornassem outra vez o Estado referência cultural ? somos a terra de Graciliano Ramos, de Hermeto Paschoal, de Djavan, do folclore rico e diversificado, das lagoas Mundaú e Manguaba, da praia do Francês, da água de coco e do sururu. Para movimentar a indústria do turismo era necessário que investíssemos em equipamentos e assim o fizemos. Em 2005, inauguramos o Centro Cultural e de Exposições de Maceió e o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. O Centro era um sonho antigo dos homens e mulheres de Alagoas. Conseguimos torna-lo real utilizando recursos próprios, em parceria com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e da Prefeitura. Era inaceitável que Maceió não dispusesse de um espaço para realização de grandes eventos culturais e turísticos - tem capacidade para receber 3 mil pessoas e é dotado de um teatro com 1243 lugares; é hoje um dos mais concorridos do Nordeste. O aeroporto internacional foi construído numa parceria entre o Governo do Estado, Infraero, Embratur e Banco do Nordeste. Recebeu o nome de Zumbi dos Palmares, um herói brasileiro, símbolo da garra da nossa gente. Desde a inauguração opera com eficiência, recebendo turistas de todos os lugares do mundo. É motivo de orgulho para todos nós. Dez anos depois chego à Câmara Federal, trazendo a premissa de que Alagoas ainda precisa de muito. Precisamos colaborar com o novo governo estadual viabilizando recursos que possam ser empregados no desenvolvimento do Estado. O turismo possui forte atrativo e foi por isso que destinei R$ 1,5 milhão para construção de um centro de convenções no município de Pilar, banhado pela lagoa Manguaba e que dista 34 km da capital Maceió. Precisamos reafirmar a máxima de que somos sim, o paraíso das águas, mas para isso precisamos continuar investindo, garantindo que o turista diga vim, vi, amei e vou voltar.