Opinião
A��O FIRME E EN�RGICA
Devemos todos aplaudir, de pé, a ação firme e enérgica que tem sido empreendida pelo secretário Alfredo Gaspar de Mendonça no combate à criminalidade em nosso Estado, com resultados que já se tornam visíveis. A sociedade ansiava por essa demonstração de que o poder público não está inerte, e os homens de bem finalmente começam a se sentir protegidos pelo aparato de segurança estatal. ?Direito tem quem direito anda?, repetia o velho Zezinho Fogueteiro na minha infância em Murici. Bandido é bandido, e tem de ser tratado como tal, sem pieguice nem complacência. Bandido bom é bandido preso, impedido de continuar causando mal, distante dos cidadãos que pagam os seus impostos e andam conforme a lei. O marginal que sai às ruas pronto para roubar e estuprar, disposto a assassinar friamente crianças, mulheres e idosos, sabe dos riscos dessa sua atividade ilícita, dentre eles o de morrer em confronto com a polícia. E se houver esse enfrentamento, que volte são e salvo para casa o agente da lei, e não o meliante que zomba das forças constituídas. Chega de filhos órfãos de militares abatidos no estrito cumprimento do seu dever, que é o de proteger a todos nós. Basta de pessoas decentes tendo a sua vida ceifada pela sanha de quem se especializa na prática criminosa, de quem aposta na impunidade para implantar o terror e o caos. Não queremos mais ver bandidos posando de coitadinhos, quando são pegos em flagrante, contrastando com os monstros que demonstram ser durante a prática delitiva; queremos vê-los atrás das grades, pagando pelos crimes que cometeram. O bandido contumaz, o criminoso profissional não é uma pobre vítima das injustiças sociais. É um ser nocivo e periculoso, muitas das vezes irrecuperável, como comprovado pelo alto índice de reincidência. O policial, seja ele civil ou militar, deve ter o apoio da sua corporação, para poder arriscar diariamente a própria vida em defesa da vida e do patrimônio dos outros. É inconcebível que um membro das polícias se sinta acuado no desempenho da sua missão. O bandido não age com parcimônia nem cuidado, não respeita nada nem ninguém; porque haveria de ser tratado com regalias? O criminoso não conversa nem pede licença; não pode ser abordado com ternura e delicadeza. Já não é mais hora de hipocrisia, de teses acadêmicas que se dissociam totalmente da realidade das ruas. Alfredo Gaspar de Mendonça tem demonstrado a que veio. Deixemo-lo trabalhar ao seu modo, e todos seremos beneficiados com os frutos que ele há de colher.