Opinião
INCLUS�O SOCIAL X INCLUS�O ESCOLAR
Certo dia, li uma matéria sobre um brasileiro, Alexandre Lopes, que tinha sido eleito o melhor professor da rede estadual de ensino da Flórida, nos Estados Unidos. E na etapa nacional, cuja divulgação do resultado ocorreu em maio de 2013, na Casa Branca, com a presença do presidente americano, sagrou-se finalista entre os quatro melhores professores de todo os Estados Unidos. Seu mérito? A aceitação da diversidade e como ele mesmo disse: ?em uma inclusão total e irrestrita?. A reportagem, naquela ocasião, inspirou-me a escrever sobre alguns ?equívocos? que vejo nessa tentativa de inclusão escolar de indivíduos com necessidades especiais nas escolas brasileiras. Perdoem-me os pedagogos e demais profissionais da área, se adentro em seara que não é a minha. As observações aqui elencadas são de uma leiga em educação e retratam, apenas, a visão de uma mãe de uma criança especial e o desafio contínuo na busca para uma melhor integração do meu filho com a sociedade, e não podemos desconsiderar o papel que a escola exerce nesta questão. Vez ou outra leio algum texto sobre inclusão escolar, educação e dificuldades pedagógicas em lidar com a diferença e, claro, sempre me questiono qual o caminho certo e se, de fato, as escolas promovem a inclusão desses indivíduos. As escolas brasileiras encontram-se preparadas para receber esses novos alunos? Sempre encontrei as portas abertas ao procurar escola para meu filho, é verdade. O mesmo freqüenta uma escola regular e faz parte de uma classe regular, mas e na prática, será que a inclusão acontece? Em função, talvez, de tantos instrumentos normativos que proporcionaram o movimento da inclusão, acho que a escola passou, nesse sentido, a desempenhar um papel ambíguo frente à diversidade: de um lado, abriu as portas aos alunos excepcionais; de outro, não se preparou adequadamente e, portanto, não oferece as condições ideais para a educação de alunos com necessidades educacionais especiais. A inclusão social é absolutamente diferente de inclusão escolar. Por inclusão escolar entende-se o aluno estar integrado e membro ativo de uma sala de aula, não tendo ele de se adequar ao sistema de ensino estabelecido para crianças ?normais?. Porque isso implica um esforço unilateral, máxime de criaturas com dificuldades cognitivas. Por isso, indago: o nosso sistema padronizado permite um trabalho individualizado com um olhar na diferença? É importante que as escolas brasileiras avancem na abordagem pedagógica, inovando nos métodos de aprendizagem para esses alunos, com observância sobre as particularidades da criança. Só assim, a verdadeira inclusão ocorrerá.