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O COM�RCIO E A FEIRA DO PASSARINHO

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Matuto do interior, cheguei à Maceió para ficar definitivamente em 1970, no dia seguinte à conquista do tricampeonato mundial pela Seleção Brasileira. Tudo era um grande desafio. Saudade da boa vida em família, novas amizades, um quartinho dividido para dois na pensão da D. Neuza, na subida da Ladeira da Catedral. Estudo, primeiro emprego, enfim, livre para voar! De lá até hoje, se a memória não me falha, já comandaram o nosso município quinze ilustres cidadãos e uma cidadã, cada um com sua história muito peculiar. Entre tantas que me marcaram, uma é inesquecível: o mergulho da então Prefeita Kátia Born no mar da Praia da Avenida, justo no local onde recebe os despejos do Riacho Salgadinho! No decorrer do tempo, esse velho publicitário, até por força da atividade exercida, sempre manteve relação muito próxima com as instituições do comércio, suas lideranças, onde também construímos excelentes e duradoras amizades. A partir das gestões do Luiz de Souza, Jalves Tenório e Guido Santos como presidentes da Câmara de Dirigentes Lojistas, já se travava uma luta insana contra os ambulantes, hoje chamados camelôs, invasores do centro comercial de Maceió. Entrou prefeito, saiu prefeito, construiu-se o calçadão para oferecer segurança e conforto ao consumidor e nada ficou resolvido em quatro décadas. O problema continua tomando rumos de guerra e perspectiva zero para uma solução imediata. Os invasores, a maioria forasteiros, desafiam as autoridades, o código de postura do município fazendo do comércio uma espécie de Feira do Passarinho de luxo. Algumas grandes cidades ainda vivem esse drama apesar dos esforços das gestões públicas. Até a Av. Paulista sofre com a invasão do mercado livre sempre que relaxa a fiscalização. Construíram um tal de shopping popular, mas dizem os comerciantes e usuários que afugenta os consumidores pelo aperto e desconforto. Não vejo outra saída se não gradear o calçadão, vigilância 24 horas por dia, sem chances para os insolentes invasores. Guarda Civil preparada para o enfrentamento sem violência e permanência por no mínimo um ano sem dar trégua e ousadia para a desordem. Para isso, exige-se pulso, coragem e vontade política do órgão gestor. O famoso rapa vez ou outra é basbaquice de quem não quer encarar o problema em definitivo.

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