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Opinião

Pol�tica revitalizada

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Projeto de lei em tramitação no Senado estabelece o percentual mínimo de 20% para candidaturas de jovens nas eleições proporcionais. A proposta considera jovem a pessoa de até 29 anos de idade, conforme especificado no Estatuto da Juventude. Atualmente, apenas 4,5% dos deputados federais eleitos para a legislatura iniciada em 2015 têm 29 anos ou menos. No entanto, 25% da população brasileira está nessa faixa etária. Para a autora do projeto, senadora Lídice da Mata, a proposta caminha na direção de uma maior aproximação entre representantes e representados, ao tempo em que corrige essa distorção e amplia diretamente a participação do jovem brasileiro nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e na Câmara dos Deputados. Nascidos na era da tecnologia digital e num ambiente de estabilidade econômica e democrática, os jovens foram os grandes protagonistas das manifestações de junho de 2013, quando milhões de pessoas de todo o País foram às ruas para cobrar mudanças na política brasileira. De lá para cá, a onda de indignação, revolta e envolvimento desse grupo etário na vida política só cresceu. Além de estarem cada vez mais conectados, os jovens também estão interessados em política, embora de um modo às vezes distante do jogo eleitoral tradicional. De acordo com um levantamento Datafolha realizado em agosto do ano passado, 76% dos eleitores entre 16 e 24 anos disseram ter algum interesse pelas eleições, sendo que 30% afirmaram que têm um ?grande? interesse. Outra enquete recente, do instituto Data Popular, apontou que 70% dos jovens acreditam que o voto pode transformar o país, mas 59% opinaram que o Brasil estaria melhor se não houvesse partidos políticos. As manifestações parecem revelar que os jovens não aceitam mais uma classe política que não os representa. Por serem mais escolarizados e conectados que os pais, são mais críticos com a real situação do País e, em geral, não enxergam na classe política a solução para um futuro melhor. A participação da juventude no processo político-partidário é fundamental para a renovação de líderes. Entretanto, isso exige um esforço dos atuais partidos para conseguir convencer a nova geração da importância da atividade política. Os novos tempos exigem novas linguagens e novas práticas.

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