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Desatando os n�s

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A economia brasileira cresceu apenas 0,1% em 2014, na comparação com o ano anterior. Para o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o número confirmou a ?pausa no crescimento? econômico no ano. Há várias teorias para explicar essa estagnação. Parece haver certo consenso de que o cenário externo não ajudou o Brasil nos últimos anos, ao contrário do que ocorreu na década passada. Entretanto, o governo atribui a esse fator um peso muito maior que economistas críticos da atual política econômica. O país também estaria sofrendo os efeitos da desaceleração da China e da queda no preço das commodities no mercado internacional. Outra hipótese sobre a qual há certo consenso diz respeito às ?expectativas negativas? que estariam achatando os investimentos. Para economistas críticos ao governo, o abandono do chamado ?tripé? macroeconômico teria contribuído para a desaceleração. O termo refere-se à política que combina metas fiscais, metas de inflação e câmbio flutuante - adotada para garantir a estabilidade da economia no final dos anos 90, quando o sistema de câmbio fixo ruiu. Durante o governo Dilma, anunciou-se a transição para a chamada ?nova matriz econômica?, que combinaria juros baixos, taxa de câmbio competitiva e uma consolidação fiscal amigável ao investimento e ao crescimento. O fato de o Banco Central ter sido obrigado a voltar a elevar os juros poderia ser interpretado como uma prova do fracasso da ?nova matriz?. Há ainda os problemas estruturais. A ideia é que a única forma de garantir o crescimento do PIB no médio e longo prazo teria sido reduzir os problemas estruturais que afetam a competitividade das empresas brasileiras ? como a complexa burocracia e sistema tributário do país, as deficiências de infraestrutura e a escassez de mão de obra qualificada. Qualquer que seja a causa, o governo precisa ter um plano claro para desatar os nós que estão amarrando nossa economia e fazê-la crescer o mais rápido possível. Caso contrário, será impossível manter as taxas de desemprego nos níveis atuais e outras conquistas acumuladas nos últimos anos, em que as políticas públicas implantadas foram fundamentais para manter o desenvolvimento do país, apesar do PIB pequeno. Disso o brasileiro não pretende abrir mão.

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