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Opinião

DUAS INESQUEC�VEIS CRIATURAS

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No mesmo dia, 22 de março, partiram para eternidade dois grandes amigos por quem eu devotava uma profunda estima e admiração: Divaldo Suruagy e D. Venúzia de Barros Melo. Como médico pediatra tive a alegria de cuidar de seus filhos desde o nascimento, o que fez aumentar o nosso bem querer. Em 1963 fui nomeado médico pediatra da Prefeitura de Maceió pelo então prefeito Sandoval Caju e Divaldo era o secretário geral da Prefeitura e assinou também o ato. 35 anos ali trabalhei onde hoje sou aposentado. O tempo foi passando e cada um deles caminhando pela vida e colecionando vitórias; Divaldo em política foi tudo o que um político pode desejar e D. Venúzia na música, realizada no casamento com seu Jacy e expandindo suas aulas de piano, concertos, apresentações em diversas Instituições de Maceió e sendo portadora de um temperamento extraordinário, sempre sorrindo, alegre e transmitindo a paz. Seus alunos de música tinham por ela verdadeira adoração. Divaldo na política era paciente, simpático, educado e tudo fazia pensando em ajudar o nosso Estado e o seu povo. Como todo ser humano teve momentos de alegrias e grandes tristezas em sua carreira politica, porém ao lado de sua grandiosa esposa Luzia e filhas encantadoras, genros e netos devotados, sempre conseguiu superar os obstáculos com altivez. E a vida foi passando. E agora eles partiram. Restam as saudades. A chegada e a partida fazem parte de nossas vidas. Convivi com eles muitos anos na Academia Alagoana de Letras e no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, onde demonstravam entusiasmo pelos livros, pela cultura e pela difusão da história de Alagoas. Estamos neste mundo de passagem e precisamos aproveitar o tempo de hoje para aperfeiçoarmos a nossa capacidade de pensar, de amar, de compreender e de conviver, como fizeram os meus saudosos amigos. No mundo moderno, cheio de conflitos, de egoísmo, de desamor, é preciso estar de bem com a vida, sentir-se bem consigo mesmo. Lembre-se, meu caro amigo, que a vida é um grande eco: ela nos devolve exatamente tudo o que oferecemos a ela. As famílias de Divaldo e D. Venúzia o meu afetuoso abraço. A perda mais dolorosa para nós, seres humanos, é a morte de nossos entes queridos. É uma dor muito grande. A falta do seu olhar, do seu afeto é como a dor que precisa de tempo para ser curada. Que eles estejam na paz do Senhor.

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