Opinião
ALAGOAS � MEU XOD�
Muito me incomoda o rótulo que taxaram Alagoas, como pior em tudo. Quando se fala de política, aí parece que o mundo vai desabar. Dizem os mais radicais que Deus nos presenteou com um paraíso de belezas incomuns, em compensação... Não concordo com essa pecha insolente. Os políticos daqui são iguais aos muitos seres humanos de todos os lugares, não importando a atividade que exerçam. Os bons e os maus estão em cena pelos palcos do teatro espetacular da vida. Não precisa dar nomes aos bois, porque sabemos quem são baratas e pequenos roedores, majestosos guabirus e taturanas que tomaram de assalto a dignidade do seu povo. Sabemos também que entre malfeitores existe uma minoria do bem, que não mede esforços para honrar a confiança dos que lhe depositaram um voto. De norte ao sul, de leste a oeste a humanidade é uma só. O bem e o mal estão sempre a caminhar juntos. Na política, na religião, em todos os lugares. Mas, infelizmente, algumas vezes, o mal vence o bem. Quando plantamos uma árvore passamos anos para vê-la crescer, de repente vem o fogo e a queima em minutos. Um machucado que você consegue fazer em segundos, para melhorar, haja sacrifício e sofrimento, pode ser físico ou lá dentro, no coração ferido. Destruir o WTC foi rapidinho, difícil foi construí-lo antes. Um relógio ou um celular que levaram alguns salários seus, em segundos podem ser surrupiados por um ladrão enlouquecido, drogado. Então, se temos políticos indesejáveis, outros estados também têm. Eles proliferam iguais a carrapatos, só precisam de hospedeiros para saciarem a fome incontrolável. A maioria do povo, infelizmente, pela ignorância, é o alimento mais desejado dessa praga, porque sem analfabetismo, pobreza e a implacável miséria, não sobrevive poderosamente. Não somos os piores. Somos tão bons quanto os melhores na arte, no rico patrimônio histórico e cultural, na música e no folclore, na generosidade da gente hospitaleira e cordial. A história verdadeira de Alagoas nada tem a ver com os coronéis e trabucos, mas, principalmente com os inúmeros valores e talentos que exportamos para o mundo. Parafraseando um velho amigo baiano apaixonado por Maceió, repito: ?Quem mais fala mal de Alagoas são os alagoanos?. Pois é, precisamos ser mais bairristas, mudar conceitos e assumirmos que somos tão bons quanto os melhores.