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Opinião

DIVALDO SURUAGY

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Nunca é tarde para se elogiar qualquer pessoa que serviu a sua comunidade com desprendimento, trabalho, dedicação e correção de atitudes. Depois de tudo que já se escreveu neste e noutros Jornais, além de manifestações nas TVs e rádios, acerca da figura do ex-governador Divaldo Suruagy, recentemente falecido, cujo governo ocupei várias funções, tais como: Chefe de Gabinete e Vice-Presidente da Fidam, diretor-Geral Substituto do Detran e diretor Geral do Departamento de Administração, entendi como pleito de amizade, gratidão e reconhecimento de suas qualidades (embora bastante divulgadas), deixar registrado algo mais. Com efeito, o simples fato de um cidadão-eleitor exercer uma missão política especial em seu Estado, sobretudo Governador, não seria motivo, só pé da letra, para que se erguesse em torno de sua pessoa, um pedestal bem alto, porque apenas fora ungido ao cargo por vontade popular e, na época da Ditadura Militar, por nomeação. Contudo quando alguém, de origem humilde, sem bens e/ou recursos financeiros sólidos, alcançou com mérito todos os cargos públicos de seu Estado, ser Governador por três vezes e até candidato a Vice Presidente da República, significa que se trata de um SER portador de características diferenciadas. A sua existência foi totalmente dedicada à coisa publica, com zelo, eficiência, grandeza no trato com as pessoas e, sobretudo, legando à sua bonita, educada, estruturada e correta família, um acervo invejável, que se reflete no seu comportamento junto à Sociedade. Inquestionavelmente, um homem público sempre fica submetido a julgamentos muitas vezes errôneos, apressados e sem consistência. É o pesado ônus que aceitou inerente a essa atividade. O episódio lamentável que o conduziu a renúncia, em seus terceiro Mandato Executivo, se examinado à luz da lógica, da razão e do momento em que se operou, mostra que houve excessos. Com efeito, temos presenciado outras administrações em qualquer esfera, atraso em pagamentos de servidores, de fornecedores e insatisfação de grupos (porque nem sempre é possível atender a todos), porem surgindo sempre uma saída honrosa e satisfatória às partes em conflito e sem traumas. O atual governador, jovem Renan Filho, que demonstra equilíbrio e seriedade, conforme se tem noticia, encontrou o Estado em situação precária e, mesmo assim, o ex-Téo Vilela não adotou aquele gesto comentado e nem foi induzido a fazê-lo, mesmo enfrentando protestos, passeatas etc. Vivenciamos hoje enorme ebulição política no País, de quase catástrofe, e nem assim vislumbra-se a possibilidade de se repetir aquele gesto histórico, heroico, elogiável e de grandeza, que a história, senhora da razão, decerto registrará.

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