loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Mais prote��o, menos viol�ncia

Ouvir
Compartilhar

Em reunião na sede do Partido Democrático Nacional (PDT), em Brasília, o diretório nacional decidiu se posicionar contrário à redução da maioridade penal. Até o dia 15 de maio, o partido apresentará uma proposta que muda as aplicações de penas para adolescentes que cometem crimes hediondos. Não queremos deixar esses crimes impunes, mas encontrar uma maneira de diferenciá-los e puni-los, sem que seja necessário fazer a redução da maioridade. Entendemos que o Estado precisa dar assistência e que a casa que acolhe esses jovens na adolescência também seja um ambiente de recuperação. Não é simplesmente encarcerando que resolveremos. Punir é importante como forma de educar, mas preferimos modificar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) do que propriamente reduzir a maioridade. Há uma visão de reação a certas consequências, mas não às causas, o que é uma postura equivocada. A grande mídia mostra a questão por um ângulo que não é a forma mais completa de se analisar o problema. Por exemplo, qual é a estatística do número de menores que cometem esses crimes? Baixíssima, não chega a 1%. Qual a causa que os leva a cometê-los? Há política de combate a essas causas? Não. Trata-se como regra a exceção de um jovem que cometeu um homicídio, o que é um absurdo. Não se pode, nesses casos, deixar a emoção prevalecer sobre a razão. São casos particulares que não podemos generalizar para não correr o risco de piorar a situação dos menores envolvidos na criminalidade. Estou preocupado com a visão raivosa de quem pede a redução da maioridade, inclusive porque muitos não conhecem a fundo o sistema carcerário do Brasil, e não sabem, portanto, que a precariedade deste não oferece a possibilidade de ressocialização nem de menores, nem de maiores. É preciso que a gente pare e faça uma reflexão maior e não muito linear. Temos que ver a floresta e não nos fixar em uma árvore. Essa juventude precisa de assistência, de atenção do Estado, de presença de família, de escola, de oportunidades. Não podemos ficar só pensando na punição, afinal, o que estamos oferecendo a ela?

Relacionadas