Opinião
INSEGURAN�A: TODOS N�S SOMOS V�TIMAS
Recentemente, acordei com uma triste notícia: mais uma casa paroquial havia sido assaltada. Inicialmente a notícia publicada pela mídia informava que tinha sido uma Igreja Católica, contudo, logo soubemos que na verdade o alvo foi a residência de um membro do clero, aumentado assim o índice de assaltos cometidos desta forma nos últimos meses. Como padre, confesso que essa informação tem nos deixado preocupado, pois quando uma ação acontece repetidas vezes em pouco espaço de tempo, inúmeras questões podem surgir em todo dela. Será uma quadrilha que possui um foco especial? Recordo que um dos policiais, ao ser abordado sobre o caso, afirmava que os padres eram vítimas fáceis pelo fato de serem pacíficos e provavelmente não reagirem diante de assaltos. Como cidadãos exigimos das autoridades civis uma investigação apropriada para saber com mais clareza o motivo de tantos incidentes com os mesmos alvos. Afinal, se for um grupo especial com más intenções, logo seremos noticia novamente na mídia. Diante do medo instalado e das providências tomadas para tornar mais difícil a ação de bandidos, fica-nos uma reflexão: a falta de segurança pública faz de todos nós vítimas fáceis. Sim, pois ao acontecer algo nesta área, o que inicialmente fazemos é contatar a polícia para que as medidas cabíveis sejam tomadas, sendo que na verdade, melhor seria se houvesse como prevenir e inibir antes do fato ser tornar uma realidade. Quando eu vim morar em Maceió, no início da década de 90 do século passado, ainda criança, escutava que a capital alagoana era uma ótima cidade para se morar por conta da tranquilidade e paz que aqui reinava. Lembro que as pessoas tinham orgulho ao dizer que habitavam em um lugar com poucos índices de criminalidade e que podíamos dormir sem medo. Contudo, com os passar dos anos, o quadro mudou. Tornamo-nos manchetes dos jornais como sendo uma das cidades mais violentas do país. Quando se viaja para outro estado é interessante observar a imagem negativa que nossa querida cidade hoje tem. Agora, como se não bastasse o medo pelas faltas cometidas na segurança pública, somos acometidos pelo choque da possibilidade de quadrilhas especializadas em fazer o mal a quem somente age conforme o bem. Rezemos por PAZ!