Opinião
Crescer na crise, o desafio de Alagoas
No dia 1º de janeiro, quando fui empossado, disse a Alagoas que os desafios postos à nossa frente são imensos e ao mesmo tempo estimulantes. Temos que fazer muito com pouco e ainda trazer os recursos para inteirar a conta, afirmei na ocasião. A crise econômica se ampliava, impondo sacrifícios a todos e tornando cada vez mais distante, na vida real, aquela antiga e acomodada visão do ?Estado pai e patrão? que tudo provê. Aprendi, desde cedo, que Deus olha por nós mas as coisas não caem do céu. É preciso ir buscá-las. Correr atrás, mergulhar fundo, voar alto. Se necessário, voltar ao ponto de partida e começar tudo de novo. Para enfrentar crises ? disse na posse e repito hoje ? a maneira mais eficaz não é procurar culpados, muito menos resmungar pelos cantos, nem mesmo se conformar em conviver passivamente com a crise e esperar que ela passe. O desafio é reagir, olhar para a frente com ânimo, identificar oportunidades na adversidade, trabalhar sério e criar condições para que elas se concretizem. Alagoas precisa crescer, diversificar e modernizar sua economia para gerar empregos. O esforço é direcionado a criar postos de trabalho com qualidade e preparar mão de obra para ocupá-los. Aqui, quase tudo está por fazer. Temos terras férteis, clima excelente, água com fartura, recursos naturais abundantes, beleza sem par, logística atrativa e gente trabalhadora. Não falta quem queira investir num lugar com essas vantagens comparativas. Da mesma forma que nós, com a responsabilidade que recebemos do povo, buscamos oportunidades para o Estado, os investidores também as procuram para suas empresas. A missão do governo é sintonizar os dois lados, criar um bom ambiente de negócios e dar as boas-vindas a quem vier se instalar aqui para prosperar e compartilhar o crescimento. Em quatro meses de governo, completados neste Dia do Trabalhador, temos, em prospecção e negociação para se instalar em Alagoas, 20 empresas de diversos segmentos: farmacêutico, alimentos, pré-moldados, química, tubos de concreto, estofados, porcelanato e outros, com previsão de 1.798 empregos diretos. Há também 13 empreendimentos industriais com processo de incentivos em tramitação, além de 23 empresas já incentivadas e em fase de implantação, que projetam a criação de outros 11 mil postos de trabalho. São sinais positivos no horizonte. Com trabalho sério, os sinais se transformarão em cimento, tijolo, indústrias e máquinas operadas por gente de Alagoas, produzindo e gerando riqueza e salário, prosperidade e bem-estar na nossa terra.