Opinião
COMO CONTROLAR QUEM � IMPULSIVA?
Desde pequena tenho um temperamento impulsivo. Quero sempre enfrentar com ousadia os perigos que me aparecem pela frente. Felizmente até hoje me saí bem, mas quando o perigo passa fico na dúvida de que tenha feito o melhor. Tinha um medo incrível do sobrenatural, mas das coisas da vida eu instintivamente, enfrentava. Levava de vez em quando um castigo por gostar de brinquedos perigosos. Brincava de casas de bonecas nos galhos altos das árvores, enganchando os pequenos mobiliários nos ramos mais largos. E encorajava minhas amigas a fazerem o mesmo. Jamais caí, o que me fazia mais corajosa. Fui criada indo passar as férias na praia. Não sabia nadar, mas o mar não me assustava. Enfrentava as ondas com prazer, naturalmente respeitava as medidas. Não passava com água além da cintura. Quando ia aos parques de diversões o que me atraía mesmo, eram as montanhas russas e outros brinquedos mais ousados. Quando me casei e que possuíamos uma fazenda, adorava cavalgar, a galope! Conhecia todos os recantos, todos os morros, sem temores. Às vezes levava uma criançada comigo, amigos dos meus filhos que lá iam com os pais como nossos convidados. Eles adoravam essas emoções. Cresci assim, aventureira! Uma vez ia pela Rua do Comércio quando um garotão de 16 anos mais ou menos, meteu a mão na minha bolsa e pegou meu dinheiro para levar. Dei-lhe tantas tapas na cara que ele desistiu, mas foi me seguindo. Nesse tempo havia guardas na rua. Quando passei por um, parei e lhe avisei que um garotão sarará que me seguia tinha tentado me roubar e eu reagira e ele estava me acompanhando. O guarda, imagine que proteção, me disse: ?quando ele passar por aqui eu o prendo?! Lógico que o ladrão atravessou a rua e sumiu. Uma vez, em Florença, na Itália, estava com um grupo e entramos numa confeitaria à margem da estrada. Os companheiros demoraram pouco e preferiram ficar na calçada apreciando a vista que era muito bonita. Eu, que sempre fui gulosa fiquei olhando as prateleiras de biscoitos e chocolates para levar comigo. Havia dois homens e uma garota, bem vestidos, perto de mim que, de vez em quando se encostavam e me empurravam e eu reclamava. Escolhi o que desejava e fui para a fila pagar as compras. Um deles veio ficar ao meu lado. E, de repente abriu minha bolsa, à força, e levou meu dinheiro e minha carteira de cartões de crédito. E foi saindo da loja calmamente e eu aos gritos de ladrão, ladrão fui atrás dele apontando minha bengala para sua cabeça, louca para lhe mandar umas bengaladas na cabeça. O homem era alto e com as pernas longas andava mais do que eu. Persegui-o, mas não consegui alcançá-lo, o que até hoje me deixa frustrada. Ninguém na loja me acudiu! Que raiva!