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Integra��o energ�tica

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HUMBERTO MARTINS * Embora tenha importantes hidrelétricas em sua área, movidas pelas águas do Rio São Francisco, o Nordeste transforma-se em importador de energia de outras regiões. Como conseqüência de investimentos insuficientes, mas de um certo modo, também, como resultado da integração energética que é uma tendência técnica. Integração não apenas entre sua maior hidrelétrica ? Itaipu ? em parceria com o Paraguai, recebendo eletricidade igualmente da Argentina e da Venezuela. Pelo menos enquanto não entram em funcionamento as usinas termelétricas previstas para o Nordeste, o reforço do abastecimento regional com energia trazida de outras regiões continuará a se ampliar. Em cerca de seis meses, duas novas ligações estarão em operação. Além da Sudeste/Nordeste, que será energizada nos próximos dias, o terceiro circuito Norte/Nordeste está sendo concluído. O trecho que liga a usina hidrelétrica de Tucuruí (Pará) à subestação de Imperatriz (Maranhão) está entrando em operação. A etapa complementar liga Imperatriz à subestação de Presidente Dutra, também no Maranhão, e deverá começar a funcionar em janeiro. Atualmente, o Nordeste pode receber até 1,3 mil megawatts (MW) de Tucuruí. A nova linha acrescentará 700 MW, totalizando assim 2 mil MW. O Nordeste recebe atualmente 200 MW da Região Norte, com o que pode poupar o consumo de água do Rio São Francisco. O período de enchimento que começou em novembro passado só agora está se acentuando. Tucuruí depende das águas de outro grande rio, o Tocantins. Mas também no Norte o regime de chuvas não se desenvolve de maneira a corresponder às expectativas dos técnicos. Fator positivo que ocorre nos próximos dias é o início do funcionamento de Tucuruí II, recentemente inaugurada. Assim será possível um consumo mais racional das águas do Rio Tocantins, com a finalidade de gerar energia. Por mais que se planeje a diversificação da oferta de eletricidade, com a adoção de meios alternativos ? biomassa, gás, energia solar, energia eólica e das marés ? a participação da eletricidade gerada em barragens continua muito grande. Esse é um ramo que o País conhece há muito tempo, é uma modalidade de geração adotada em grande escala desde a metade do século passado, com a qual a tecnologia nacional se familiarizou. A construção de grandes barragens também é impulsionada por motivações político-partidárias. Com grandes rios, parte dos quais aproveitável para geração energética, motivada pelos poucos investimentos feitos no setor, mas também pela irregularidade de chuvas, ensinou que mesmo em período de reservatórios abastecidos não se pode descuidar da diversificação de geração de eletricidade. A integração energética é uma das vigas para garantir o desenvolvimento nacional e certamente será a grande preocupação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Energia representa a força de um povo. (*) É DESEMBARGADOR DO TJ/AL

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