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Opinião

UMA GRANDE LI��O

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Como se não bastasse a subtração de valores sugados de nossos bolsos, querem, mais do que nunca, enlamear a nossa memória histórica colocando num mesmo patamar pessoas desclassificadas e homens honrados. Haja vista o caso da condecoração ao sr. José Genoino com a Medalha do Pacificador, em 2003. Se já não o fosse merecida a galhardia, o Exército Brasileiro, subjugado ao regime petista, fica devendo à Nação o cumprimento do artigo 10 do decreto 4.207/2002, que regulamenta a comenda e determina a sua cassação, caso o condecorado tenha sido condenado na Justiça por crime ou atentado contra o erário. Pena que todos os outros que a receberam e merecedores daquela comenda não tenham tomado a atitude do cidadão mineiro, Mozart Hamilton Bueno. Era diretor do Colégio Tiradentes da Polícia Militar sediado em Barbacena e, por indicação do comandante daquela corporação, foi agraciado em 1982, pelo governador Francelino Pereira dos Santos, com a Medalha da Inconfidência. Alcançou a sua direção depois de passar pelas fileiras da corporação na qual se alistou em 1954, com 13 anos, como aluno da Escola de Formação Musical do 9º Batalhão. Nessa caminhada fez dois cursos superiores e conquistou o primeiro lugar, no Estado, em concurso público. Só após vinte e oito anos de atividades, desligou-se para iniciar carreira na Magistratura do Estado de Rondônia. Reconhece ser, a condecoração a ele conferida, maior que seus méritos. O relato acima foi feito em carta ao atual Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel onde se mostra indignado com a entrega da mesma Medalha ao sr. Pedro Stédile. ?Hoje assisto no noticiário haver V.Ex. conferido igual comenda a um tal Stédile, de quem ouço falar como invasor de propriedades alheias, de incentivador da desobediência civil, da liderança de insurrectos e como comandante de um exército ilegal e nocivo à segurança nacional.? Diz respeitar a escolha, mas recusa-se ao nivelamento a que foram submetidos outros grandes brasileiros também agraciados. ?Prefiro tê-la merecido sem ostentação que dividi-la com quem nada fez em prol do Brasil...e muito menos por Minas, onde é desconhecido?. Agradecendo e pedindo desculpas aqueles que lhe concederam a medalha, acha que sua modesta biografia e sua devoção ao Estado natal recomendam-lhe não aceitar tal nivelamento, razão pela qual renuncia ao galardão. ?A medalha, a passadeira e o respectivo Diploma seguem endereçados ao cerimonial do seu governo, via Sedex, com aviso de recebimento?. Uma grande lição.

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